domingo, 26 de junho de 2016

1, 2, 3 e...4!

Hoje, aqui por casa, é o dia mais importante do ano e é assim de há 4 anos para cá! É dia de festejarmos o aniversário da Nônô para quem a vida é uma festa constante e ansiosamente esperava por esta data...
Tem uma pressa de crescer assustadora e quando lhe perguntamos o porquê de querer crescer, responde sempre que é para ter um bebé...a primeira vez que ouvi isto até deitei as minhas mãos à cabeça porque é uma daquelas respostas que assusta qualquer um, principalmente quando temos a certeza que em casa NUNCA ouviu algo semelhante. Eu digo-lhe sempre que os bebés são muuuiiiito chatos e dão muuuiiiito trabalho que é para dissuadi-la destas ideias precoces, mas depois de ouvir centenas de vezes a mesma resposta e de muito pensar de onde lhe surgiria esta ideia peregrina, lá me tranquilizei  porque penso que a história do bebé se prende só com a ideia de ter um ser mais novo em quem pudesse mandar e exercer um pouco do seu lado ditador até porque a Nõnô é ciumenta (muuiiiito!) de tudo o que seja criança e, só a título de exemplo, eu estou proibida de chamar "querido" ao António que é filho da minha amiga Paula porque, segundo a Nônô, "querida" é ela e também já me disse que não quer que eu trate o miúdo por Antoninho pois, aos seus ouvidos, deve soar a algo também carinhoso...e isto é só uma pequena amostragem da ciumeira porque, quanto à Madalena, que é filha de outra amiga, está sempre a ordenar à mãe da criança que a ponha na cama, justificando que a pequena deve estar com sono e quando se apercebe que vamos sair com a tia Tacha e com a sua filha, sugere que a bebé fique em casa à guarda da Maggie que é o cão da família...enfim, para cada "problema", a Nônô encarrega-se de encontrar uma solução à altura do acontecimento e o seu poder de argumentação chega a ser desconcertante!
As suas amigas do peito têm uns bons anos a mais que ela e simplesmente são idolatradas pela Nônô porque lhe dedicam toda a atenção; quis o destino que todas nascessem no mesmo dia e, portanto, hoje a Nônô soprará 4 velas, a Caetana 9 e a Carolina 16 e eu espero que sejam todas muito felizes e que a sua amizade perdure no tempo tal como a que me une às famílias que hoje também estão em festa.
Mas o ente querido da Nônõ é, sem sombra de dúvidas, o tio João, que já teve o cognome de super-tio mas a quem ultimamente decidimos tratar por "tiozinho" (ciumeira,claro!) porque, quando o meu irmão chega, pára tudo e, quando digo tudo, é mesmo t-u-d-o!...e é tudo para dar ao tio, tudo para mostrar ao tio, tudo para fazer com o tio, tudo para dizer ao tio e tudo para brincar com o tio...e o resto da família que se dane!
É teimosa, muito teimosa, aliás em termos de teimosia bate-me aos pontos (o que não é nada fácil!) e palpita-me que vai dar muito trabalho, mais do que a prima Pipa deu, ainda dá e todos desejamos que brevemente deixe de dar!
Gosta muito da natureza e de todos os animais e ultimamente lembrou-se de pedir um cão (que vai ter de esperar!) e convictamente diz-se veterinária (que também vai ter de ser trabalhado para inversão ideológica).
É fascinada pelos bombeiros e adora médicos...seguramente que quando crescer vai fazer parte daquele grupo de pessoas cujo hobby é "checar-se" da cabeça aos pés e, quando o processo termina, começa a fazer exames dos pés à cabeça...adora o pediatra (a quem chama o médico dos livros :-)), simpatiza com a oftalmologista (que trata por doutora brinquedos) e até as enfermeiras do centro de saúde já lhe caíram na graça e, como o seu comportamento é invariavelmente exemplar, recebe sempre os mais rasgados elogios, o que a enche de orgulho e contribui para que frequentemente me peça para lhe marcar consultas para os olhos, para os ouvidos, para as alergias e para mais tudo o que se lembre no momento. As batas brancas nunca a intimidaram e uma das últimas frases que ouviu dum médico foi "haja alguém que goste de nós!"...
É tagarela e expõe as suas ideias de um modo que envergonharia qualquer Jorge Jesus, "rouba-me" imensas expressões e já se apercebeu que o meu discurso é frequentemente pautado por tópicos (tipo ponto nº 1: vais lavar os dentes, ponto nº 2: vais vestir o pijama e ponto nº 3: vais para a cama), pelo que, no outro dia, a caminho de casa, disse-me "Mãe, ponto nº 1: a camisa do António já não me serve, ponto nº 2: este gancho não me segura o cabelo e ponto nº 3: preciso ir ao CascaiShopping" e eu pensei "Meu Deus, a criança está a falar como eu...PERIGO!!!"
E é assim a Nônô nos seus 4 anos, a filha que já se apercebeu que lhe acho a maior das graças e que sou de riso fácil, portanto, quando faz disparates e o caso não é para brincadeiras, ela olha para a minha cara séria e diz "ri-te, ri-te, ri-te mãe, por favor!"
Parabéns minha querida (é assim que gostas de ser tratada!) e que continues a rir e a fazer-nos rir por muitos anos porque a vida tem de ser mesmo uma festa!...

Ana Pádua
26/06/2016

4 anos...


...e a vida é uma festa!

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O anjo da guarda...

A imaginação das crianças não tem limites e, de vez em quando, a dos adultos também não!
No meu caso particular, já perdi a conta às vezes que tive de dar boleia ao Panda e partilhar a minha vida com os Caricas, que é o mesmo que dizer dar banho à Clarinha, o jantar à Pipa, um raspanete ao Matias ou um berro ao Pedro e tudo porque a Nônô insiste em trazer para dentro de casa estas "adoráveis" criaturas...a avó Nhõnhõ não gosta nada deste tipo de ficção e já fez saber que o Panda e os Caricas não entram em sua casa (que até tem sempre as portas abertas a todas as pessoas!) e tivemos de respeitar a decisão.
Com quase 4 anos, é natural que a criança ainda tenha alguma dificuldade em separar a realidade da fantasia, bem como perceber e aceitar algumas rotinas; por exemplo, para a Nônô sempre foi complicado compreender o facto de adormecer na minha cama (sim, sim, não é o mais correcto mas é o que se arranja!) e acordar na dela e, de algum tempo a esta parte, começou a questionar-me sobre este assunto e outros tantos...
Tive a consciência que se lhe dissesse a verdade, verdadinha, iria cair-me em cima e, caso atribuísse responsabilidades aos seus amigos imaginários, encomendar-lhes-ia um sermão com missa cantada, por isso, encontrei no anjo da guarda o meu melhor aliado, até porque não há ninguém melhor para zelar pela sua segurança e bem estar e, deste modo, quando a Nônô adormece, o "anjinho" coloca-a na sua própria cama, tapa-a, aconchega-a e da-lhe um beijinho enquanto lhe deseja uma noite descansada.
Mas o anjo da guarda também é guloso e, pela surdina da noite, depois de desempenhar todas as funções que lhe estão atribuídas e o trabalhinho ser dado como concluído, não resiste ao pecado da gula e ataca as guloseimas da Nônô...o pior é quando o dia nasce e há invólucros de chocolate espalhados pelo sofá e embalagens de gelados vazias na cozinha e mais pacotes de bolacha em cima da mesa mas, mesmo perante este cenário devastador, a criança aprendeu a não resmungar ou questionar a protecção divina...
Claro que já me disse várias vezes que nunca o viu, que gostava de conhecê-lo (o nome dele julgo ser Gabriel no catolicismo ou Haaiah quando a "coisa" puxa para o esoterismo!) e até já disse à avó Nhõnhõ que o anjo da guarda comeu muitos dos seus ovos da Páscoa, que adora os mesmos gelados que ela e devora alguns chocolates que estão lá por casa mas, como ao "anjinho" tudo é permitido, o "crime" passa impune...até porque a Nônô sabe que ele é seu amigo e está sempre disposto a cuidar dela, a elogia-la pelos seus feitos e conquistas, a ajuda-la a progredir, bem como a presenteá-la quando o seu comportamento é exemplar. E assim, foi com orgulho e satisfação que, no dia 20/05, as fraldas nocturnas passaram também a fazer  parte do passado e a Nônô encarregou-se de espalhar ao mundo que o anjo da guarda  tinha deixado uma nota na minha carteira para comprarmos um presente porque já não fazia xixi na fralda e lá fomos em busca de uma lembrança para assinalar a data...
Brincadeira à parte, espero que a Nônô tenha sempre no céu um anjo da guarda para proteger e iluminar a sua vida, mas é tão bom termos um "anjinho" na terra personificado na figura do pai ou da mãe!...

Ana Pádua
08/06/2016 

a "anjinha", o quadro...


...e a oração

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A festa surpresa

Se há coisa que a Nônô adora é festa! Seja qual for a natureza da festividade, temos sempre de celebrar a vida e, por isso, havendo um bolo, não podem faltar as velas e, claro, os "Parabéns a você". Nos últimos 3 anos devo ter cantado mais vezes a referida canção do que em todos os outros anos da minha existência e, mesmo que seja Natal ou Páscoa, temos que nos lembrar de alguém que tenha celebrado o seu aniversário para que lá venha a bendita melodia que às vezes é cantada duas e três vezes, com a agravante de nunca acabar na célebre frase "...uma salva de palmas!", pois, para a Nônô, a música tem de ser completada com mais duas estrofes que aprendeu na escola e que até há bem pouco tempo não faziam parte da minha cultura musical...
No passado dia 12, a avó Nhõnhõ completou mais um ano de vida (83!) e, como tem sempre o sonho de reunir a família, decidi organizar uma festa surpresa no último Domingo, tudo feito no máximo sigilo e em contra-relógio, mas acima de tudo com muito amor...convidei a família e só pedi a tudo o que fosse irmão, cunhada, sobrinho ou afilhada que, ao felicitar a avó no dia do seu aniversário e, caso fossem convocados para uma reunião familiar, tratassem de arranjar uma desculpa convincente (tipo estaremos em Marte, Júpiter ou Plutão) e comparecessem em minha casa no dia combinado e à hora marcada...claro que imaginação não faltou à família e o "óscar" da melhor razão usada como pretexto para se esquivar ao evento foi atribuído ao meu irmão mais velho, pela criatividade revelada ao dizer que a sua impossibilidade de estar presente se devia a uma exposição canina onde levaria o Moki, o seu cão que, além de ser do mais irrequieto que se possa imaginar (o que aliado à falta de paciência do dono é a combinação mais que perfeita para uma dupla desta natureza), também deve ultrapassar todo o estalão permitido à raça, o que a juntar ao facto de eu já lhe ter retirado umas "peças" fundamentais à procriação, inviabilizaria a admissão a qualquer concurso do género...
Pedi-lhes também que respeitassem o "dress code" (uma camisa branca e umas calças de ganga) com o objectivo de realizarmos uma mini sessão fotográfica, não daquelas de estúdio com tudo muito imaculado, engomado e penteado, mas onde sobressaíssse a aniversariante e, assim, a avó Nhõnhõ foi mesmo surpreendida pela família (quase completa!) trajada a rigor, mas como pensava que iria comigo a uma exposição de pintura e, temendo ingerir pouco mais que um croquete, já vinha almoçada...
Foi um Domingo diferente, onde até os pequenos imprevistos tiveram a sua graça e ficarão na nossa memória e, como o que realmente importa é celebrar a vida, lá veio o bolo, as velas e a versão completa dos "PARABÉNS", cuja última estrofe foi cantada a solo pela Nônô que considera que a música lhe é sempre dedicada!...

Parabéns a você, nesta data querida
Muitas felicidades, muitos anos de vida!
Hoje é dia de festa,
Cantam as nossa almas
Para a menina avó Nhõnhõ
Uma salva de palmas!

Tenha tudo de bom,
O que a vida contém
Tenha muita saúde
E amigos também!

Obrigado amigos,
Do fundo do coração
Por me terem cantado
Esta linda canção!

Ana Pádua
21/04/2016

as "aniversariantes"
a Nônô a cantar...

...e o bolo

a "happy family" e a fotografia possível

quarta-feira, 23 de março de 2016

A árvore das chuchas

Eu gosto que a Nônô goste de usar chucha!...Foi o primeiro objecto que eu percebi que a Nônô identificava na perfeição e foi também o primeiro objecto a ter direito a um nome "didi" e, embora de algum tempo a esta parte, a Nônô use a chucha apenas para dormir, não acho justo retirar-lhe abruptamente aquilo que um dia lhe ofereci para sua segurança...
Um dia li um artigo sobre a correlação directa entre o uso de chucha e a acentuada diminuição dos casos de morte súbita em bebés e, a partir daí, eu que já era uma acérrima defensora da chucha, passei a ser obstinada pelo uso da mesma. A Nônô já não é bebé e os meus receios passaram a ser outros, mas a verdade é que ainda hoje não me deito sem me certificar que está tudo bem com a criança e isso implica ver se está numa boa posição, confortável, tapada, com uma respiração normal e obviamente se está com a chucha e, caso não esteja com a "didi", passa a estar! Gosto particularmente de, no silêncio da noite, ouvir o som proveniente da sucção da chucha que, para além de familiar, tem para mim um efeito terapêutico.
Na escola, a Nônô já não usa chucha na hora da sesta, não porque a tenham obrigado a abdicar da sua "didi", mas porque mentalizam as criancinhas que já são crescidinhas (que é tudo o que elas mais querem nesta idade!) e ninguém quer fazer má figura em frente aos colegas.
Como se isto não bastasse, há uns tempos a Nônô ouviu uma conversa entre a avó Nhõnhõ e uma das minhas sobrinhas sobre o efeito da chucha na dentição e começou a dizer-me que não queria mais usar chucha porque ia ficar com os dentes para fora e, embora eu me tenha apressado a dizer que a avó estava a brincar, não a convenci porque ela insiste em dizer-me que a avó estava a falar a sério...
Agora é frequente a Nônô dizer que quer dormir sem chucha, ora porque já é crescida, ora porque não quer ficar com os dentes para fora, e eu estou a ver o caso mal parado porque antevejo que o pesadelo das noites mal dormidas vai recomeçar...a muito custo e até ver, lá tenho conseguido desmontar o quadro, mas penso que não será por muito tempo porque a chucha roxa (que é a preferida da Nônô) está prestes a romper-se...tem outra exactamente igual mas de cor rosa (faziam as duas parte do mesmo pack), mas obviamente que a rosa, que sempre esteve em casa da avó Nhõnhõ, tem menos uso e para a criança faz toda a diferença.
Eu acredito que é tudo uma questão genética e que o uso da chucha nada interfere com o peso dos genes, até porque com tantos cães prognatas e braquignatas que já vi na minha vida, não tenho memória de algum ter usado chucha até tarde...
Há uns dias fomos visitar uma quinta pedagógica, onde para além de toda a bicharada que é suposto existir num espaço destes, demos com uma árvore especial - a árvore das chuchas - uma oliveira onde as crianças podem pendurar as respectivas chuchas, selando assim o compromisso de deixar de usa-las e fez-me lembrar a famosa ponte dos cadeados em Paris, onde os namorados selam eternamente o seu amor...
A Nônô adorou a árvore repleta de "frutos" de todas as cores e deve ter sido mesmo das coisas que mais gostou de ver na sua vida...passou mais de 45 minutos a contempla-la, completamente fascinada e contagiou-nos com a sua alegria ao ver tantas chuchas, muitas delas iguais às que já usou e outras tantas iguais à que ainda usa e, nem os cavalos, as ovelhas, as vacas ou os burros a demoviam daquele cantinho encantado.
Eu tirei da mala a sua chucha e a fralda e perguntei-lhe se queria pendurar na árvore a "didi" e a Nônô colocou a chucha na boca, agarrou-se à fralda e, sem hesitar, disse-me que era melhor ficar para outro dia...achei uma óptima decisão porque eu também não conseguiria "abandonar" ali a "didi" e, caso a Nônô tivesse decidido pendura-la, eu iria repesca-la e coloca-la-ia na nossa própria "árvore das chuchas" que é um quadro onde estão religiosamente guardadas todas as chuchas que coleccionámos ao longo dos últimos 3 (quase 4!) anos.
A Nônô ficou deslumbrada com a árvore mas não se entusiasmou muito com aquela espécie de ritual de passagem e, além de não ter pendurado e deixado a sua chucha de vez, se não estivéssemos atentos, ainda vinha de lá com mais duas ou três!...

Ana Pádua
23/03/2016 

Nônô e "didi"

felicidade é...

...encontrar uma chucha igual



a original árvore das chuchas

a nossa "árvore das chuchas"

quarta-feira, 16 de março de 2016

A 1ª Dama

No passado sábado, o Presidente da República decidiu abrir as portas do Palácio Nacional de Belém para que a sua residência oficial pudesse ser visitada...não tinha conhecimento, não tinha ouvido notícias nesse dia, mas fui surpreendida por um telefonema da avó Nhõnhõ que sabia que andávamos ali por perto e sugeriu-nos um programa diferente do habitual. Olhei para a Nônô que, qual patriota em dia de Portugal, enveredava as cores nacionais e pensei "não há coincidências", pelo que rumámos até ao Palácio de Belém.
Assim que chegámos, assistimos ao render da guarda que deixou a Nônô extasiada e já só queria seguir-lhe o passo e o compasso e correr pela rampa de acesso à sede da presidência, mas teve de manter-se estoicamente numa longa fila de espera...
Quando finalmente conseguimos entrar, a Nônô quis explorar o vasto e lindo jardim, com todos os seus cantos, recantos e encantos e, acima de tudo, insistia em ver os animais que a avó lhe tinha garantido que lá habitavam...para além dum pato e de meia dúzia de peixes num lago, não conseguimos avistar mais nada, embora nos tenha constado que existe muito mais bicharada que, devido à afluência de visitantes naquele dia, se refugiou num jardim contíguo ao do palácio.
Contemplámos a bandeira hasteada, ouvimos o hino e estávamos longe de imaginar que iríamos ver o maior símbolo nacional...o Presidente da República! É um orgulho termos um conterrâneo à frente do destino da nação e, como dificilmente o voltaremos a ver nos nossos passeios pelo paredão ou nas nossas idas à praia, decidi registar o momento e pedi ao Pedro que segurasse a Nônô para a fotografia, mas o "papá" resolveu dar a criança a beijar ao Marcelo, como se estivesse a pedir a benção ao Papa Francisco, enfim...
Com o tempo passado no jardim e dispensado ao Presidente, distraímo-nos com as horas e quando decidimos visitar a casa propriamente dita, as portas tinham acabado de encerrar e a decepção apoderou-se de nós, principalmente da Nônô que até então se comportara como uma verdadeira 1ª Dama e, naquele momento, mais parecia uma esganiçada militante do BE que batia com o pé no chão e gritava "EU QUERO VER A CASA DO PRESIDENTE! EU QUERO VER A CASA DO PRESIDENTE!", o que fez com que os seguranças ficasse boquiabertos e perdidos de riso e a criança só se acalmou quando uma das funcionárias do palácio lhe disse "Nônô, eu trabalho aqui há muito tempo e nunca recebi um beijo do Presidente!", o que juntamente com a promessa de voltarmos em breve, fez com que os ânimos serenassem...
Só nos resta desejar que o mandato do Presidente da República seja pleno de felicidade e que o Santo António que recebeu no dia da tomada de posse o proteja sempre...
BOA SORTE PRESIDENTE!!!

Ana Pádua
16/03/2016

 a 1ª Dama

a chegada ao Palácio de Belém

à porta da casa do Presidente

a passagem de Marcelo...

...e a Nônô a tentar vê-lo

o Presidente

quinta-feira, 10 de março de 2016

Sentido Obrigatório

A Nônô sempre gostou de carros e, caso lhe fosse permitido, passaria grande parte do seu tempo a mexer em tudo o que são chaves, comandos, botões e mais o que houver para explorar dentro de um veículo...já não acha graça nenhuma a manter-se sentada na sua própria cadeira e o pior é que aprendeu rapidamente a tirar os cintos de segurança e temos de ter um cuidado redobrado quando viajamos. Todos os dias pergunta quando é que pode viajar num dos lugares dianteiros e eu respondo-lhe sempre que só quando tiver a idade das primas e veremos se a criança se mentaliza que ainda tem de crescer um bocadinho assim...
Um dos seus hobbies preferidos é sentar-se com o pai ao volante do carro e imaginar-se a conduzi-lo e já chegou mesmo a pedir um automóvel para si própria mas, por enquanto, tem de contentar-se com outro tipo de veículos e já passou por um triciclo, por uma trotinete, por uma bicicleta sem pedais (daquelas que visam promover o equilíbrio mas, quando as crianças ainda não o têm, caiem que nem tortas e, quando já não caiem, tambémnão precisam daquilo para nada!) e, por último e para seu regozijo, herdou a "bicla" do primo...a bicicleta ainda é alta para a Nônô e, apesar de ter rodinhas atrás, já estão todas empenadas e mal tocam o chão, por isso, eu nem percebo como é que a criança se equilibra, mas a verdade é que está imparável!
Da avó Nhõnhõ recebeu o cartão acp junior e, a partir desse momento, a Nônô passou a achar-se totalmente encartada e, como o referido cartão tem inúmeros descontos e vantagens em escolas, creches e ATL, livrarias e papelarias, parques temáticos, restaurantes, museus e teatros, a sua felicidade é ainda maior.
De vez em quando, a Nônô também comete a sua infracçãozita e gosta tanto de usar capacete como eu gosto de usar o cinto de segurança...(in)felizmente o meu carro não veio artilhado com aqueles dispositivos que imitem uns avisos sonoros para lá de irritantes que só cessam de nos azucrinar o cérebro quando somos fiéis cumpridores das normas de seguranças e a minha transgressão já foi severamente punida (e doeu!); não sei se a minha relutância se prendia com a sensação de liberdade, com o  incómodo do "põe cinto / tira cinto" nas pequenas distâncias ou com o facto da minha carta ainda ser do tempo em que esta obrigatoriedade não se aplicava às localidades, só sei que deve ter sido a regra que mais transgredi em toda a minha vida!
A última descoberta da Nônô foram os sinais de trânsito e eu que, ao volante, já tenho uma certa tendência a distrair-me com um simples raio de sol, passei a ter uma condução que se desdobra diariamente entre a concentração que me é exigida para o efeito e a atenção dispensada à minha "aluna" durante as nossas autênticas aulas de código...a Nônô gosta de jogar ao "jogo dos sinais", um jogo apelidado e imaginado por ela e que basicamente consiste em identificar os sinais de trânsito que nos vão aparecendo pela frente ao longo do nosso percurso...o STOP, o sentido proibido, a passagem de peões, a proximidade de escola, a proibição de ultrapassar, os vários perigos (lomba, curva), o estacionamento para pessoas portadoras de deficiência, a perda de prioridade e a sinalização de rotunda são alguns exemplos, mas o que mais gostamos de ouvi-la adivinhar são os sinais com a limitação de velocidade porque, atendendo à diversidade dos mesmos, a Nônô resolveu simplificar o código da estrada e limita-se a dizer "proibido circular a mais quilómetros por hora"...
...mas o que realmente desejamos é que o Sentido Obrigatório da sua vida seja rumo à FELICIDADE!...

Ana Pádua
10/03/2016

Sentido Obrigatório: FELICIDADE
a pequena "infractora"

cartão acp junior




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sweet little butterfly

Com a devida antecedência, perguntei à Nônô que máscara gostaria de usar no Carnaval e a tarefa começou a revelar-se complicada porque, a cada dia que passava, a criança desejava encarnar uma personagem diferente...
Começou por pedir um disfarce de bombeira e, apesar de todo o meu esforço para conseguir encontrar um equipamento de soldado da paz à sua altura, a minha busca foi inglória e a justa homenagem a uma das profissões que mais prezo e admiro teve de ficar adiada, mas o que de verdade importa é que, para a Nônô, os bombeiros são verdadeiros heróis, embora ainda viva na ilusão que o seu trabalho se resume apenas ao resgate de gatos do cimo dos telhados ou do topo das árvores...
A segunda opção era mascarar-se de veterinária e não estranhei o seu pedido porque, além da sua conhecida paixão por animais (principalmente gatos) e da sua admirável colecção de estetoscópios (palavra, segundo ela, muito difícil de pronunciar), a criança, ao ouvir da boca de quem quer que seja o termo "doutora", diz sempre "eu também sou doutora!"...e, como leva bem a sério o assunto, na sua última consulta de oftalmologia e perante o pedido da médica para que identificasse os animais projectados na parede do consultório, limitou-se a responder-lhe "eu sou veterinária!", com o mesmo ar de quem diz "não queiras ensinar a missa ao Papa". A juntar a este lindo quadro, sempre que alguém lhe pergunta o que quer ser quando crescer, a Nônô fica indignadíssima e responde "eu JÁ sou veterinária!", o que é assustador, não só pela profissão em si (que é tudo o que secretamente desejo que não siga) mas porque começou a interiorizar que, antes de ser, já o é, e isto já lhe valeu mesmo o título de "Pequena Relvas", tudo nos levando a crer que, à semelhança do "Sr Engenheiro" que outrora tivemos à frente do destino da nação, também só lhe deva faltar o inglês técnico para concluir a sua licenciatura...
Seguiu-se o desejo de mascarar-se de bailarina para poder ostentar um tutu, dançar e encantar toda uma plateia imaginária, enquanto sonhava com os aplausos no final do espectáculo, ao cair do pano...
Por último, voltou-se para a natureza e ficava uma graça com o fato de joaninha que a "tia" Tacha lhe emprestou mas, à última hora, lembrou-se que queria ser uma borboleta para colorir o céu enquanto voava e eu é que tive de dar assas à imaginação até conseguir descobrir algo que correspondesse à expectativa desta "sweet little butterfly"...

Ana Pádua
05/02/2016

sweet...
...little...

...butterfly