quinta-feira, 1 de maio de 2014

My Little Girl in Red...

Tenho a pequena obsessão de vestir a Nônô de encarnado e não é vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão; é mesmo encarnado vivo, cor do fogo, da paixão e, claro, do clube do coração! 
Já me perguntaram se esta minha "mania" estava directamente relacionada com o fanatismo clubístico, o que até tinha alguma lógica, mas na verdade não está e muito menos está ligada a alguma militância partidária, porque aí teria de ser uma tonalidade a atirar mais para o alaranjado; isto só tem mesmo uma explicação plausível e uma razão forte...EU GOSTO!!!  
A primeira roupa que a Nônô usou não era encarnada porque não calhou, mas a segunda era e, a partir daí, no seu armário tem predominado sempre esta linda cor! Nos primeiros tempos, transformar esta minha obsessão em compulsão era complicado porque, ao que parece, o encarnado é proibitivo no que toca a bebés por não ser um tom com propriedades calmantes e características relaxantes e a perplexidade com que olham para uma pessoa quando se procura algo na referida cor, mais parece que andamos a procurar o "demo"...como se não bastasse, rapariga que não ostente diariamente cor-de-rosa+folhos+laços+saias/vestidos é muitas vezes confundida com um rapaz, e eu perdi a conta às vezes que me perguntaram como se chamava o meu "menino"..."Francisco" era sempre a resposta, ou melhor, "Chiquinho Conde", o nome de código eleito para lidar com o preconceito no que toca a cores socialmente aceites e politicamente correctas para bebés.
Felizmente que agora a história mudou e, para isso, muito contribuiu esta aparição pública do principezinho George de Inglaterra que, vestido de encarnado, já começou a ditar a moda e a tendência para as criancinhas do seu pequeno reino...
Quanto à Nônô, continuará a vestir-se de encarnado porque eu aprecio, até porque se o Gene Wilder se encantou com a "Woman In Red", se o Chris De Burgh se enamorou pela "Lady In Red", eu apaixonei-me a primeira vez que vi MY LITTLE GIRL IN RED...

Ana Pádua
01/05/2014

My little girl in red
de pequenino...



segunda-feira, 28 de abril de 2014

40 years later...

Há alguns dias, encontrei umas fotografias antigas que me fizeram sorrir...são fotografias minhas quando tinha aproximadamente a idade que a Nônô tem neste momento. Uma das fotografias foi tirada à porta da minha primeira casa e lá estou eu com os meus inseparáveis "amigos" dessa época: o urso Giovanni que ainda é "vivo" e o Kimba, o meu primeiro cão que tinha no seu ADN alguns genes de cão d´água e do qual tenho muitas memórias felizes; outra das fotografias foi tirada na praia da Conceição da qual também tenho muitas lembranças boas da minha infância; as restantes fotografias foram tiradas no jardim do casino e, entre muitas neste lugar, encontrei uma especial, onde estou eu, a minha mãe e a minha avó materna (Babá como eu lhe chamava)...
Peguei na Nônô e resolvi fazer umas fotografias com o mesmo cenário de há 40 anos...comecei pela minha primeira residência que, por coincidência, actualmente é habitada por um casal amigo que me possibilitou por uns instantes a invasão do seu território; seguiu-se uma visita à emblemática praia da Conceição, onde a vista sobre a baía de Cascais é sempre agradável e surpreendente e é um sítio de paragem obrigatória quando passeamos pelo paredão; por fim fomos com a avó Nhõnhõ (Bobó como lhe chama a Nônô) até ao jardim do casino que permanece quase inalterado, excepção feita a uns candeeiros com a forma de cogumelos multicolores que naquele tempo proliferavam por todo o lado e que ainda povoam o imaginário dos "jovens" da minha geração...todos nos lembramos daqueles cogumelos luminosos que eram uma referência naquele espaço verde e que davam ao jardim o ar de lugar encantado para as brincadeiras.
Foi muito divertido fazer este regresso ao passado, com alguma emoção mas sem nenhum tipo de nostalgia, e visitar com um olhar diferente do comum, alguns dos locais que frequentamos habitualmente e que mantêm a mesma aparência, apesar dos 40 anos que separam as fotografias...e agora vamos tentar descobrir as diferenças, ou melhor, as semelhanças!
Enjoy it!!!

Ana Pádua
28/04/2014

o Giovanni, eu e o Kimba...


...o Giovanni e a Nônô
eu na praia da Conceição


a Nônô na praia da Conceição

eu no jardim do casino


a Nônô no jardim do casino


a Babá, eu e a avó Nhõnhõ
a Nônô, a Bobó e eu




sábado, 19 de abril de 2014

Um ano de blog...

Foi há um ano que esta aventura começou, foi há um ano que me iniciei na blogosfera e foi há um ano que o baptizado da Leonor coincidiu com a festa de aniversário da avó Nhõnhõ. Um dos presentes que lhe oferecemos nesse dia tão especial foi um livro ilustrado por fotografias com a história da Nônô desde o seu nascimento até à data em questão. O livro foi um sucesso entre a família e os amigos e depressa me apercebi que era engraçado continuar a escrever a história da Nônô enquanto acompanhava o seu crescimento. É humanamente impossível quando assistimos ao desenvolvimento duma criança, memorizarmos todas as etapas da sua evolução...mesmo quando temos boa memória, existem momentos especiais, conquistas diárias, pequenas graças, grandes descobertas que caiem facilmente no esquecimento e, mesmo para as pessoas viciadas em fotografia (como eu!), há momentos que merecem muito mais do que uma simples imagem, merecem a história descrita por quem os vivencia, porque mesmo que uma imagem valha por muitas palavras nem sempre é o suficiente para descrever o instante e torna-lo inesquecível...
E assim nasceu este blog, o blog que teve origem num livro, o blog que já deu origem a outro livro, o blog que rapidamente se tornou no meu maior vício e diversão!
Questionaram-me, algumas vezes, sobre o nome do blog...não propriamente sobre a mensagem nele implícita porque obviamente que a Nônô é o meu pequeno tesouro, mas pelo nome ser inglês, uma língua que eu nem aprecio; eu que tenho tanto orgulho no português, gosto muito de francês, adoro o italiano e até simpatizo com espanhol, resolvi chamar ao blog "MY LITTLE TREASURE" por uma razão muito especial...
A primeira compra que fiz para a Nônô foi um conjunto para o berço, composto por um lençol e uma fronha de linho branco, com uns corações bordados a darem-lhe um toque terno e o pormenor da dobra do lençol ser somente na parte central do mesmo e não acompanhar toda a sua largura (o que para recém-nascidos faz toda a diferença) e um bordado lindo com a inscrição "My little treasure". Apaixonei-me por ele assim que o vi na loja e desde esse dia a Nônô passou a ser carinhosamente tratada por "My little treasure"! E resumidamente esta é a história do blog e a origem do seu nome...tenho muito orgulho nele e espero que um dia a Nônô tenha tanto prazer em lê-lo como eu tenho em escrevê-lo!
Ontem perguntaram-me qual o texto que mais gostei de escrever, reli com atenção todos eles, diverti-me a recordar alguns episódios e até me emocionei com alguns momentos descritos, mas cheguei à conclusão que o meu "post" favorito será sempre "o próximo"...por isso, hoje vou brindar ao futuro e partilhar convosco uma fatia do bolo comemorativo desta data, como forma de agradecimento pelo tempo que passaram por aqui...
Desejo-vos uma doce Páscoa, um beijo grande para todos e um muito especial para a minha inesgotável fonte de inspiração...MY LITTLE TREASURE!

P.S - A "gaffe" na mensagem do bolo, apesar de não ter sido da minha autoria, só prova que eu e o inglês somos mesmo incompatíveis!

Ana  Pádua
19/04/2013

a minha fonte de inspiração
o bolo com direito a "gaffe" na escrita
o livro que originou o blog...
...e o blog que originou o livro
my little treasure and me



domingo, 13 de abril de 2014

Ontem foi dia de festa...

Ontem festejámos o aniversário da avó Nhõnhõ...todos os anos fazemos questão de assinalar a data com uma festa, sempre diferente, sempre original, mas sempre especial...
Gosto de preparar algumas surpresas com a colaboração dos meus sobrinhos que estão sempre dispostos a ajudar e a "embarcar" nas minhas ideias porque adoram mimar a avó por quem têm uma grande admiração e um carinho enternecedor.
Quando posso, gosto de ser eu a confeccionar o bolo de aniversário porque acho sempre que tem outro significado e outro sabor...às vezes a "coisa" corre bem, outras nem tanto mas, como em tudo na vida, o que conta é a intenção e, por isso, fizemos um bolo de chocolate com a forma de um coração para simbolizar todo o nosso amor e gratidão e nem lhe faltou uma decoração a preceito e um laço vermelho a adorna-lo para enfatizar a união.
Depois veio o jantar, a reunião familiar, as surpresas, os mimos, a animação, o bolo com as velas e o tradicional "Parabéns a Você" e, claro, a fotografia da praxe que invariavelmente é sempre tirada no mesmo local...o cenário é sempre idêntico mas, como desta vez a capelinha da Areia já se encontrava decorada para o Domingo de Ramos, ficámos muito bem ladeados por uns originais ramos de palmeira! O mais importante é que acabámos a noite de coração cheio porque é sempre gratificante celebrar a vida...
HAPPY BIRTHDAY AVÓ NHÕNHÕ!

Ana Pádua
13/04/2014

a decorar o bolo...
o postal
a surpresa do bolo...

mãe, filhos e netos

a fotografia da praxe



quarta-feira, 9 de abril de 2014

Mom luxuries

Hoje bem cedinho, uma amiga enviou-me este cartoon acompanhado da frase "espero que o little treasure tenha dado uma noite tranquila"; achei-o delicioso e revi-me logo no "eating" e no "sleeping"...

Comecemos pelo "sleeping"...sempre dormi bem e, para mim, o sono é mais que repousante e relaxante, é mesmo terapêutico, ou melhor, ERA...desde que a Nônô nasceu, dormir uma bela noite de sono descansado, mais do que um luxo é uma miragem...primeiro foram as cólicas, agora são os dentes (não vejo a hora da 1ª dentição estar completa!), a seguir já me constou que serão os pesadelos e depois nem quero imaginar o que se seguirá. O meu sono era profundo, mas agora basta a criancinha revirar-se nos lençóis e lá estou eu a abrir a pestana para verificar o que se passa! Eu sei que os pediatras ditam que, aos quatro mesinhos de idade, os bebés já devem dormir no seu próprio quartinho para não se acostumarem mal, para se tornarem rapidamente autónomos, para não ficarem pais-dependentes e consequentemente inseguros ou para não importunarem os progenitores (versão na qual acredito mais!). 
Com a Nônô não foi assim...primeiro porque eu queria a sua presença, depois porque eu gostava da sua presença e agora porque ainda não consigo dispensar a sua presença. Mas está para breve a transição e esgotaram-se as desculpas, até porque a cama de grades já é transponível e a segurança é sempre prioritária e cama nova significa mudança de quarto...
Durante os últimos 22 meses, ouvi inúmeras teorias e profecias, críticas e conselhos...os que mais gostava eram os que vinham daqueles sem nenhuma experiência na matéria mas que adoram opinar sobre tudo e mais alguma coisa. Como para mim, os conselhos são óptimos quando pedidos e péssimos quando dados gratuitamente, até porque se fossem realmente valiosos eram vendidos e não dados, fui sempre seguindo o meu instinto e intuição. Li isto e mais isto e, embora não concorde com tudo, constatei que os pediatras e os "especialistas" nem sempre se orientam no mesmo sentido e parece que em teorias de educação estamos sempre em evolução (ou retrocesso), ou melhor dizendo, ninguém se entende porque o que ontem era, hoje já não é!
Quanto ao "eating" também temos alguns problemazitos pois uma refeição descansada é um belo sonho...entre uma "garfada" e outra, há sempre alguém a reclamar atenção, a querer alguma coisa, a implorar colo, pelo que os alimentos passaram a ser directamente deglutidos sem a prévia mastigação. Valem-nos os jantares com os amigos...aqueles que têm filhos não tão pequenos como a Nônô nem tão crescidos que só queiram ver os respectivos pais pelas costas...e eles são os meus babysitters favoritos! Adoram tomar conta da Nônô e fazem-no com muito profissionalismo. Enchem-na de mimos e carinho, amor e dedicação, beijos e abraços, chocolates e atenção, resumidamente tuuuuudooooo o que a Nônô aprecia e a faz tão feliz e, por umas horas, permitem-nos ter o prazer de saborear uma refeição como antigamente...
Thank you my favourite babysitters!

Ana Pádua
09/04/2014

my favourite babysitters
...melhor que uma Nônõ só duas!

segunda-feira, 24 de março de 2014

O "Péu" da Prima Pipa

"Péu" é a mais recente palavra no vocabulário da Nônô e significa chapéu. 
Das poucas coisas da Nônô que guardei do Verão passado foram os chapéus, na esperança que este ano ainda lhes pudesse dar o devido uso, mas já nenhum dos "péus" lhe serve e ontem, quando me preparava para ir comprar um novo chapéu, recebi um telefonema...era a minha cunhada a pedir-me para passar lá por casa porque a minha sobrinha Filipa tinha algo para oferecer à prima Nônô. 
Por coincidência era um chapéu...um chapéu de tecido encarnado com umas florzinhas multicolores amorosas, um chapéu do qual eu me lembrava perfeitamente do tempo em que a Filipa era criança, um chapéu que já tem pelo menos 20 aninhos e permanece actual, um chapéu que a prima Pipa usou inúmeras vezes mas está impecavelmente estimado, um chapéu que viajou muito por paisagens idílicas e por destinos de sonho e nunca se perdeu, um chapéu com muitas histórias e que inclusivamente já foi retratado e imortalizado num quadro, um chapéu que carinhosamente foi guardado num baú com algumas recordações de infância da Filipa, um chapéu que a prima Pipa fez questão de oferecer à Nônô, um chapéu que a Nônô herdou com muito entusiasmo...
A Nônô adorou o chapéu e desde o momento em que o colocou na cabeça não quis mais tira-lo...contrariamente aos outros "péus", em que para conseguirmos mantê-los na cabeça da Nônô travávamos sempre uma dura batalha, com este novo "péu", o processo inverteu-se e somos nós a querermos tira-lo e a Nônô a contrariar a tendência. Há coisas inexplicáveis!
Vamos acrescentar mais uns contos à história deste chapéu e tentar colocar-lhe mais umas milhas em cima...até porque chapéus há muitos, mas como O "Péu" da Prima Pipa não há nenhum!

Ana Pádua
24/03/2014

...há 20 anos atrás na cabeça da prima Pipa
...20 anos depois na cabeça da Nônô
as primas


segunda-feira, 10 de março de 2014

Um passeio no parque

O nosso passeio de fim-de-semana incluiu, como é hábito, uma visita ao Parque Marechal Carmona. Para mim, é o espaço verde mais convidativo e acolhedor do concelho. Fascina-me a imensidão do arvoredo, os trilhos para uns inspiradores passeios pedonais, a permissão para passear cães (à trela!), o amplo relvado, os pavões, a magnífica paisagem, o museu condes de Castro Guimarães, a capela de São Gonçalo, a soberba vista sobre a praia de Santa Marta (que é de postal ilustrado!), a zona das merendas, a biblioteca juvenil municipal, o mercado biológico que todos os sábados se realiza, os concertos mais ou menos alternativos que de vez em quando animam o espaço, o parque infantil e, acima de tudo, os lagos com os patos! 
A Nônô adora dar pão aos patos e, todos os fins-de-semana, a avó Nhônhô prepara-lhe um saco com pão cortado em cubinhos para que ela possa mais facilmente alimentar a bicharada...e aqui começa a nossa saga!
Alguém iluminado proibiu os visitantes de alimentar os patos, o que pessoalmente não compreendo porque desde o tempo em que os meus sobrinhos eram crianças (e já lá vão pelo menos vinte aninhos) sempre se deu pão aos patos e não veio mal ao mundo por isso, portanto não vai ser agora que a história vai mudar o seu rumo, até porque os animais parecem estar sempre esfomeados e já nos conhecem...mas não são só os patos que nos conhecem, o guarda do parque também, e pelos piores motivos!
Até há bem pouco tempo existiam dois lagos: um grande situado na entrada principal onde se concentravam todos os patos e outro, consideravelmente mais pequeno, escondido no meio do parque.
Habitualmente quando chegávamos, a nossa odisseia começava por vigiar o guarda para discretamente tentarmos dar o pão aos patos, mas os patos vinham em bando para cima de nós e era impossível passarmos despercebidos...e lá vinha o guarda repreender-nos com um sermão dominical e uma censura fastidiosa e importuna, dizendo que no lago principal não se podia alimentar os patos e que só era permitido fazê-lo no lago secundário, utilizando argumentos que nunca nos convenciam, e lá íamos nós para o 2º lago onde invariavelmente não havia patos, e na semana seguinte repetia-se o filme que mais parecia um ritual...até porque o guarda já nos conhecia e nós já conhecíamos o guarda e a Nônô já conhecia os patos e os patos já conheciam a Nônô!
Actualmente, devido ao último temporal, o lago situado na entrada principal do parque foi "desactivado" e os patos foram transferidos para o lago secundário e alguns devem ter ido mesmo para a panela porque o seu número está drasticamente reduzido...
O nosso passeio já não tem o mesmo encanto, nem a mesma missão, nem a mesma adrenalina!

Ana Pádua
10/03/2014

a descobrir a natureza...



a alimentar os patos



um passeio a pé...
a minha 1ª Yamaha


  


























o pavão a afugentar os patos

noutro tempo...

...quando íamos contra as regras