sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O primeiro cão da Nônô

A Nônô recebeu o seu primeiro animal de estimação...um cão!
Mas como sou contra a compra de animais, este foi oferecido e já faz parte da família...é um Teckel, vulgarmente designado "salsicha", com um pedigree invejável (e a garantia que não precisará das preciosas mãos do meu colega JR para nenhuma intervenção a uma hérnia discal!) e assim que entrou nas nossa vidas foi logo baptizado...Godo é o seu nome, uma pequena homenagem ao Godofredo, o Teckel mais simpático e carismático que conheci e que inclusivamente já teve direito a uma crónica aqui
É sobejamente conhecida a importância dos animais de estimação no desenvolvimento social e emocional das crianças...ajudam a minimizar a timidez, o medo e a ansiedade e contribuem para a responsabilização, uma vez que a aquisição dum animal de companhia implica leva-lo a passear (no caso dos cães), alimenta-lo correctamente, cuidar da sua higiene e acomodação e garantir-lhe assistência veterinária. Os animais são também diversão garantida para toda a família, entrando nas brincadeiras e promovendo o exercício físico. A convivência precoce com animais de estimação ajuda ainda a combater o aparecimento de alergias. Enfim, tudo boas razões para adoptar um animal!
Mas, voltemos ao presente da Nônô que foi uma oferta da Anices, uma marca recentemente criada pela empreendedora Ana Nunes que, fase à crise, não baixou os braços e pôs literalmente mãos à obra; colocou a sua criatividade e talento em prática e o resultado são uns bonecos giríssimos que fazem as delícias dos mais pequeninos e não só...totalmente artesanais, estes "companheiros" primam pela originalidade tanto na forma como nos materiais utilizados na sua confecção. Sem dúvida, uma ideia diferente para um presente original.
Obrigado Ana e, enquanto nos preparamos para a chegada dum cão de verdade à família, o Godo é o fiel amigo da Nônô...

Ana Pádua
14/02/2014
cão Anices
Nônô e Godo





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

My first words

Ontem comprei uma ardósia (ou "i-pedra" como já lhe chamam) para o quarto da Nônô. Trata-se de um objecto que nos reporta sempre para a nossa infância, onde o quadro, o giz e os professores fazem parte do nosso imaginário. O objectivo desta minha aquisição não é só evitar que as paredes cá de casa apareçam todas escrevinhadas, mas é uma espécie de memorando com as primeiras palavras da Nônô...
E entre as palavras que já diz na perfeição estão as básicas "mamã" e "papá". Também diz "mãe" mas só quando lhe apetece!
Seguiu-se o "olá", sem dúvida a palavra que melhor e mais vezes pronuncia e é sempre proferida alto e bom som para que ninguém lhe passe indiferente. "Bebé", "popó" e "pé" também constam do seu vocabulário e dispensam tradução.
E temos ainda um  rol de palavras que com o tempo aprendemos a decifrar e são aquelas que mais graça achamos quando ouvimos porque são um desafio constante à nossa imaginação e interpretação:
"didi" - a famosa dupla fralda/chucha que acompanha a Nônô para todo o lado
"bobó" - a querida avó Nhõnhõ, a tradicional vovó mas com influência tripeira e é a única palavra que (in)correctamente lhe corrijo a fonética porque não quero nem pensar que num futuro próximo a criança possa vir a chamar cimbalino ao café, fino à imperial ou pingo ao garoto! À avó Nhõnhõ também chama de "mã" mas é por ouvir-me trata-la por mãe
"gol" - significa golo e felizmente tem visto muitos do clube da mamã que espero venha a ser o seu também!
"mimi"- sinónimo de mimo e quando profere esta palavra é para lhe darmos colo ou quando faz asneira também serve para pedir desculpa
"Mine" - a famosa Minnie, um dos primeiros bonecos que lhe ofereceram é é o seu favorito
"pã", ou melhor dizendo "pain" que sempre dá um toque francês de classe ao seu vocabulário, obviamente é o pão, o alimento que a Nônô tanto gosta
"aia" - a indispensável água
"patos" - os sapatos, complemento que já adora.
É sempre inspirador ver a sua alegria quando se faz entender e é compensador ver a sua felicidade pela aprendizagem de novo vocabulário.
É uma fase muito marcante do seu desenvolvimento, principalmente o momento em que nos apercebemos que já compreendia tudo o que lhe dizíamos...recordo com ternura o dia em que, no meio da azáfama matinal, a chucha eclipsou-se e, enquanto eu a procurava, ía comentando que não sabia da "didi" e que tínhamos de encontra-la rapidamente e, quando olhei para a Nônô, ela dirigiu-se ao quarto e veio de lá de braço esticado e "didi" na mão...

...bom, memórias à parte, até aqui tenho sido a sua intérprete e tradutora, mas agora com esta nova i-pedra é só preciso "googlar" e tudo está à distância dum simples clic!

Ana Pádua
05/02/2014 



Love you...
a pôr a leitura em dia...

tigress to impress

a estudar a anatomia do "ovelhum"


no rodeo...

a ardósia

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

My little baby bag

Se há coisa que não aprecio é acartar com tralha...isto é válido tanto para o dia a dia como para as  férias e quem já viajou comigo sabe que é assim...o mínimo indispensável para a sobrevivência! 
Sempre me suscitou muita curiosidade as pessoas que se fazem acompanhar dos filhos e mais de todos os objectos possíveis e imaginários que resolvem colocar dentro de volumosos sacos e assim partem alegremente para um passeio nem que seja de meia horinha à volta do quarteirão do bairro ou, na pior das hipóteses, para uma tarde em grande no shopping mais próximo...dedico sempre algum do meu tempo a apreciar alguns pais (e invariavelmente são os elementos masculinos) com um ar desolado de quem mal pode esperar por 2ª feira para regressar ao trabalho, arrastarem-se pelos mais variados sítios com malas pesadíssimas a tiracolo e tudo tende a piorar quando as referidas malas são naquela tonalidade irritante de cor-de-rosa que é o rosa-bebé. E nem de propósito, estava eu a deambular por esta página e deparo-me com um destes exemplares que só me escapou à fotografia porque a minha inseparável máquina teve mais um dos inúmeros acidentes sofridos e está em reparação (o que o Pedro considera uma benção e tenho para mim que foi um dos seus desejos para 2014).
Eu sei que as dimensões reduzidas da malinha da Nônô também intriga algumas mamãs e faz inveja a muitos papás, mas o que é certo é que no "my little baby bag" vai tudo o que é estritamente necessário para uma tarde ou mesmo para um dia fora de casa e ninguém carrega com os pertences da Nônô. Também sei que existem uns cestos que se adaptam aos carrinhos de bebé e possibilitam levar a casa às costas,  mas felizmente o da Nônô não possui nenhum destes dispensáveis "extras" que fazem as cadeirinhas assemelharem-se aos carrinhos de compras do supermercado e, portanto, tivemos de arranjar uma alternativa prática (como se quer) para levar "my little baby bag" no carrinho, uma espécie de "kit mãos livres" que nos possibilita desfrutar ao máximo dos passeios, das brincadeiras e das actividades ao ar livre.
Para que conste, aqui fica o que nunca falta na malinha da Nônô:
- muda fraldas (para que possamos mudar a fralda em qualquer lugar)
- 2 fraldas (sim, porque não é preciso acartar com as 72 fraldas do pacote!)
- mini necessaire (com toalhitas, creme muda-fralda e pente)
- boletim de saúde da Nônô (que a acompanha para todo o lado)
- 1 babete
- 1 ou 2 refeições (onde consta sempre sopa, fruta, iogurte e bolachas)
- 1colher
- água e uma palhinha
- o ó-ó da Nônô (a inseparável dupla fralda/chucha)
- a Minnie (que é o boneco preferido da Nônô oferecido pelo "tio" avô Victor).
Quanto às mudas de roupa, não tenho por hábito andar com elas atrás...eu até arranjaria espaço no "my little baby bag" para uma ou duas, mas não estou para aí virada! E apesar de já ter passado por alguns percalços e imprevistos, como por exemplo, ter de voltar rapidamente para casa com a criança toda bolsada ou dar por mim a secar roupa no secador de mãos dum shopping qualquer...mas, num ano e meio, dois ou três acidentes não fazem estatística e só ficam para a história pelo lado cómico da questão, tudo o resto é música para os meus ouvidos!
...e por falar em música, aqui fica a canção da Xana Toc-Toc que ultimamente não me sai da cabeça porque é a resposta à minha pertinente dúvida: "O QUE HÁ DENTRO DA MALA COR-DE-ROSA?"...

Ana Pádua
30/01/2014
                                                                                                                                                                                                                                                                                              
                                                                                                                                                                                                             
...o que há dentro da mala da Nônô
                                                                                                                                                                                                                                                               
A Nônô e a sua mala
           

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

All I want for Christmas is...

Gosto do Natal...da decoração, das luzes, do espírito da época, da solidariedade (e nisso, os "tugas" são imbatíveis!), da árvore, do presépio (o meu é minimalista mas eu adoro-o), do vermelho que prolifera por todo o lado e eu tanto aprecio, da reunião da família, dos jantares de Natal antecipados com os amigos e com os colegas, das músicas alusivas à quadra que ecoam por toda a parte (a minha favorita é "So this is Christmas" na versão Robbie Williams), das festinhas de Natal nas escolas (este ano foi a nossa estreia nestas andanças e foi um mimo), dos doces típicos da época (principalmente a lampreia de ovos do Novo Dia a que eu e os meus irmãos nunca resistimos), do perú recheado (sou a única pessoa cá em casa que o aprecia, por isso acabo sempre com ele!), do bacalhau que gosto de confeccionar de todas as maneiras MENOS da tradicional (o que as crianças agradecem), do bolo rei que com o passar dos anos aprendi a gostar, dos sms cheios de desejos que invadem o telemóvel e aos quais raramente consigo responder, dos sonhos (e não são os comestíveis) que vislumbramos poderem vir a ser realizados, enfim gosto da magia vivenciada neste tempo...
...gosto ainda de ver "en pendant" irmãos, tios e primos, pais e filhos, tudo em plena harmonia para a verdadeira festa da família. Aliás, um dos meus sonhos de há algum tempo a esta parte era justamente fazer um matchy-matchy entre mãe e filha, ou seja, entre mim e a Nônô. Há quem considere um pouco " kitsch" esta ideia, mas eu acho imensa graça a esta espécie de prolongamento e agradeço à  Margarida da my mini and me a realização deste meu sonho mas... ALL I WANT FOR CHRISTMAS IS YOU, MY LITTLE TREASURE!

Ana Pádua
24/12/2013

my mini and me


"en pendant"

my little treasure already for Christmas

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

So this is Christmas...

Então é Natal e já se sente por todo a parte...gosto particularmente das iluminações de Natal, embora as cá da terra já tenham conhecido melhores dias, melhor gosto, melhor inspiração ou melhor presidente, mas à falta de um decor à altura, temos o mercadito de Natal que traz à rua um ambiente convidativo para entrarmos no verdadeiro espírito da quadra. É uma óptima ideia para um passeio, para promover o trabalho dos artesãos locais, ajudar algumas instituições e para o comércio da região.
E este foi um Domingo descontraído pela vila,  apreciando a mais bela paisagem (sim, porque não há melhor vista que a da baía de Cascais) e, sob um sol aconchegante de Inverno, visitamos o mercadito de Natal de onde veio a inspiração para uns presentinhos "homemade"...
Se há doces aos quais nunca resisto são as areias de Cascais e as nozes...estas últimas há quem diga que também são originárias aqui da vila; não sei se são ou não, mas como são deliciosas o mais provável é que também sejam e há sempre espaço para mais uma! 
Como as nozes (in)felizmente nunca aprendi a fazer, fiquei-me pela confecção dumas areias, que posteriormente foram colocadas em frascos de vidro adornados com fitas vermelhas (como convém nesta época) e ainda personalizados com uma mini moldura com uma fotografia da Nônô. 
Enfim, esperamos que as "tias" apreciem a lembrança e façam o mesmo que a Nônô quando prova algo do seu agrado, ou seja, "Uuuummm"...

Ana Pádua
09/12/2013

nos paços do concelho
às compras pela vila

no carrossel do jardim

na baía de Cascais
a escolher a melhor direcção
presentinhos homemade



quarta-feira, 27 de novembro de 2013

My little Jackie

No Inverno passado comprei um chapéu para a Nônô pelo qual me apaixonei assim que lhe pus a vista em cima...trata-se de um chapéu de feltro vermelho, bem ao estilo inconfundível e eterno de Jacqueline Kennedy, pelo seu ar elegante, glamoroso e sofisticado e apelidei-o logo de chapéu little Jackie.
Nessa altura o dito chapéu estava enooooorme e ficava a nadar na cabeça da Nônô; lembro-me de chegar a casa, tirar-lhe umas fotografias com o novo complemento e de me divertir imenso enquanto imaginava como lhe ficaria no ano seguinte e sonhava com o dia em que iria usa-lo. Terminada a sessão fotográfica, o chapéu foi guardado e esquecido no fundo do armário quase durante um ano...

na prova do chapéu
A semana passada, ao assistir a um documentários sobre a vida do John F. Kennedy e ao ver algumas imagens da Jacqueline, lembrei-me do chapéu já esquecido, fui busca-lo e verifiquei que o mesmo já servia na prefeição na cabeça da Nônô...achei uma graça vê-la com o novo acessório e é a nossa pequena homenagem a uma das figuras mais emblemáticas da história dos EUA, que ainda hoje é um ícone de classe e fonte de inspiração e referência para a moda internacional. Claro que também simpatizamos muito com a Michelle, o Obama e o Bo, mas a 1ª dama é my little Jackie!

Ana Pádua
27/11/2013

my little Jackie...

...à entrada da Casa Branca

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Baby versus Child

Todos os dias digo à Nônô que ela é a bebé da mamã...talvez por isso eu teime em continuar a transporta-la no ovinho, mesmo com os pés a saírem pela extremidade distal e a cabeça a emergir pelo topo do mesmo, porque a sensação que tenho é que quando fizer a mudança para a cadeira que se segue, a Nônô deixará de ser bebé e passará a ser criança. Refugio-me sempre na teoria que me "venderam" e que diz que até aos 13 Kg é muito mais seguro transporta-la no ovo do que em qualquer outra cadeira, mas a verdade verdadinha é que me custa aceitar esta natural transição...o mesmo se passa com a banheira na qual a Leonor ainda toma banho e que o Pedro teme que com 18 aninhos continue a utiliza-la, e eu vou-me justificando dizendo que a altura da referida banheira contribui para minimizar os problemas que virei a ter na minha coluna quando resolver tratar da sua higiene numa banheira comum. Enfim, desculpas e mais desculpas!
Esta dupla (ovo/banheira) está prestes a fazer parte do passado e dela vão ficar muitas memórias, memórias felizes, memórias do tempo em que a Nônô era mesmo bebé...
Para os entendidos na matéria, os bebés só o são até ao ano de idade...a partir daí e até à idade da prateleira, do armário ou doutro móvel qualquer, são sempre crianças...
Apercebi-me disto há pouco tempo quando decidi adquirir um livro da especialidade. Como nunca tinha lido "O grande livro do bebé" (nem tão pouco o pequeno ou o médio), nem "O livro do bebé feliz", nem o "Socorro, sou mãe", nem as "1001 perguntas com que deve bombardear o pediatra", nem nada do género, fui-me fiando na intuição, no instinto, nalgum bom senso e no único livro que tenho relacionado com o tema e que me foi oferecido durante a gravidez pela minha mãe. O livro em questão é uma espécie de manual de sobrevivência para grávidas e recentes mamãs, onde todos os temas são abordados com sentido de humor, desdramatizando as dúvidas, relativizando os problemas, satirizando todas as questões, mas sempre com conselhos úteis e dicas práticas. Ele foi aliás a minha bíblia nos últimos 2 anos!
Hoje de manhã fui presenteada com "O Livro da Criança", escrito pelo pediatra Mário Cordeiro, que aborda as idades entre 1 e 5 anos. Segundo o autor, esta é a fase mais marcante da vida porque é nesta altura que se estabelecem os princípios e valores, a socialização e os laços afectivos e é neste período que o cérebro se desenvolve em dependência com o contexto familiar e social, com as regras e com as emoções...
Bom, estou a mentalizar-me e a preparar-me para o natural processo evolutivo, mas...a Nônô até pode ser a menina do papá e o mais que tudo da avó Nhônhô, PARA MIM SERÁ SEMPRE A BEBÉ DA MAMÃ.
Love you my little traesure!

Ana Pádua 
22/11/2013

No ovo há um ano atrás...
Ainda no ovo...
A minha bíblia nos últimos 2 anos
A minha nova bíblia