terça-feira, 12 de maio de 2020

#EstudoEmCasa

Desde há cerca de dois meses que as criancinhas estão numa espécie de ensino doméstico com o objectivo de conseguir minimizar os danos colaterais de toda esta contingência em que forçosamente mergulhámos e salvar, da melhor maneira possível, o ano escolar. 
Esta experiência tem sido vivenciada de maneiras muito diferentes por cada família...a maioria dos pais não são professores, muitos estão em teletrabalho, outros continuam a trabalhar fora de casa e vários têm mais de dois filhos nesta nova versão de ensino e, para estes últimos, vai a minha admiração e respeito porque, isso sim, deve ser complicado! 
Por aqui o drama é outro! A Nônô está a apreciar bastante o ensino à distância e nem quer é ouvir-me dizer que o Costa se precipitou com a decisão de manter as escolas fechadas até ao final do ano lectivo e, quando ouso opinar sobre o assunto, lança-me logo um olhar fulminante comparável aquele que recebo duns quantos que pensam que vamos todos "quinar" deste mal e mais dos outros que preferem ficar em casa com o ordenado reduzido do que no activo a receberem-no por inteiro. A única certeza que tenho é que mais depressa a enviaria para a escola do que permitiria que fosse inoculada com uma vacina desenvolvida em tempo recorde, até porque convenhamos não teremos uma vacina tão cedo e eu temo muito mais um novo pico da pandemia no próximo Inverno do que neste Verão.
A adaptação à nova realidade foi tranquila até porque a Nônô já estava habituada a um certo ritmo e horário de estudo em casa, pelo que só houve necessidade de ajustar o tempo estipulado para tal...contrariamente às opiniões de alguns "experts" na matéria que consideram contraproducente o estudo acompanhado das crianças e mais uns tantos que defendem que os alunos do 1º ciclo só devem brincar e praticar mil e um desportos até caírem para cima do prato da sopa à hora do jantar, a verdade é que dou por muito bem empregues todos os 30/45 minutos diários utilizados desde que iniciou o seu percurso escolar com o objectivo de incentivar, não tanto o estudo mas a concentração, que acaba por ser o maior dos desafios! Considero que a maioria das crianças não tem grandes dificuldades de aprendizagem, mas invariavelmente tem sérias dificuldades de concentração e tudo, mesmo tudo, é um óptimo pretexto para se distrairem...mas a concentração também se promove, treina e ensina, mas é preciso muuuuiiiiita paciência! Como já li por aí "se ao fim de uma semana de quarentena estávamos à janela a aplaudir os médicos, no fim disto tudo, estaremos de 3 em 3 horas a bater palmas aos professores".
O ensino é uma experiência enriquecedora e é apaixonante ver a evolução da escrita, o desenvolvimento do cálculo mental e a descoberta do meio ambiente, o que torna todo o processo de aprendizagem gratificante. 
O homeschooling sempre me despertou imensa curiosidade, não por defendê-lo ou por alguma vez o ter ponderado, mas porque um casal amigo o adoptou para os seus filhos e com resultados brilhantes. Claro que é um caso excepcional porque ambos os pais foram professores antes de terem outra actividade, o SUPERTMATIK, uns jogos didácticos que visam ensinar enquanto se brinca e que depressa conquistaram o mercado das escolas, com torneios e campeonatos pelo meio. Já temos o jogo de matemática, o de inglês e o de ortografia vem a caminho!
O meu respeito e admiração pelos professores não começou só agora. Sou filha de professora primária e tenho "discussões" quase filosóficas com a minha mãe que fica horrorizada com a letra da Nônô, mais concretamente com a falta do famigerado manuscrito nos seus textos; já para mim, a questão é secundária porque depende do método de ensino e porque a nossa letra muda ao longo da vida e eu nem me recordo da última vez que escrevi um "m" com três pernas, que rapidamente ficou reduzido a duas e, hoje em dia, foi substituído por um traço. Tenho plena consciência que assassinei a minha letra ao ponto de, em certos dias, ter dificuldade em decifrar o que escrevo...por isso, a minha exigência para com a Nônô, não se prende tanto com a caligrafia mas muito mais com a ortografia, e ela já sabe que só a largarei da mão quando não der erros de português (o que encaro quase como uma missão!), portanto há que testar, testar, testar, ou melhor, praticar, praticar, praticar!
Na escola da Nônô, a comandante dos pequenos "marujos" entrou de licença de maternidade em Janeiro, pelo que a nova professora entrou no barco já com a viagem iniciada, mas depressa ficou ao leme da embarcação e, nem mesmo a tempestade que ainda atravessamos nem o Cabo das Tormentas e mais o temível Adamastor abalaram o bote, cuja navegação segue de vento em popa, com a rota bem definida, a faina organizada e com a convicção que irá ancorar em segurança no 3º ano.
Estamos gratos à Carlota porque embarcou neste projecto e abraçou toda a tripulação com empenho e dedicação, como se o barco fosse seu desde a 1ª hora...tem sempre uma palavra de incentivo para as crianças, está sempre disponível para os pais, faculta propostas de trabalho diversificadas, providencia ferramentas para estarmos em permanente contacto, não descurando nunca a importância da socialização, ainda que virtual e, acima de tudo, zela para que esta vida de marinheiros não dê cabo de todos nós!
Para trás ficará uma viagem que todos desconhecíamos à partida e para a qual não houve planeamento possível nem tão pouco uma carta de navegação, mas será uma viagem marcante pelas amarras que criámos, pela aprendizagem inigualável a todos os níveis que nos está a proporcionar e seguramente será recordada com saudade por muitos alunos...por agora só temos a certeza que em breve dobraremos o Cabo da Boa Esperança e com uma alegria imensa vamos gritar: TERRA À VISTAAAA!

Ana Pádua
12/05/2020

#EstudoEmCasa

A obra "Terra à vista"
A Nônô e o 2º ano





sábado, 28 de março de 2020

Enquanto não há amanhã...

E de repente, um pesadelo chegou e a vida mudou...os sonhos ficaram suspensos e todos os planos deixaram de fazer sentido ou tiveram de ser irremediavelmente adiados porque o amanhã ninguém sabe como e quando será...
Por agora a palavra de ordem é resiliência e...paciência!
Não é fácil, principalmente para aqueles que estão na linha da frente, os heróis deste tempo, sem tempo, mas também para aqueles para quem o tempo não passa com a rapidez desejada nesta quarentena do declarado estado de emergência (mesmo que seja um estado de emergência assim assim!).
Neste momento, o histerismo e o facilitismo são as duas faces da mesma moeda, moeda essa que seguramente não contribui para o que quer que seja. Tentar manter o foco, o realismo e a esperança não é tarefa fácil mas é o desafio que se impõe!
Tentamos que o medo não nos faça deixar de ser razoáveis, o que nalguns casos é impossível. Optei por não ver noticiários, pois começava logo a sentir-me febril e com sintomatologia respiratória, pelo que passei a restringir a informação à análise do Paulo Portas, à opinião do antigo director geral de saúde e às estatísticas publicadas diariamente por um colega meu que tem prestado um óptimo serviço público.
Tenho a sorte de ir trabalhando quando é necessário a bem da saúde animal, mas também a bem da minha sanidade mental e de todos aqueles que me são próximos...
O distanciamento social, para mim, talvez seja a parte mais ingrata destes condicionamentos todos, não tanto pela escassez de afectos imposta, mas pela falta de convivência e diálogo com muitos daqueles de quem sinto falta.
Num passado, não muito distante, lembro-me do meu irmão mais velho queixar-se à minha mãe por eu não me calar e também me recordo de alguém se expressar ironicamente por eu ter sempre qualquer coisa para contar e o pior de tudo é que continuo com vontade de não me silenciar e tenho imensas coisas para dizer, mas faltam os interlocutores! Claro que existem os telefones, mas não é a mesma coisa! 
Nunca imaginei que um dia, uma ida à padaria fosse o momento alto do meu dia, nem tão pouco que uma incursão ao supermercado fosse o ponto alto da semana!
Daí que, frequentemente dou por mim a ter conversas em contra-relógio com quem está à minha frente na fila do supermercado, a trocar impressões na bomba de gasolina com a rapariga que abastece o carro ao mesmo tempo que eu ou a esclarecer dúvidas existenciais, a partir da minha varanda, sobre o cão que anda a passear com o vizinho que vive no fim da rua onde moro há tanto tempo como ele.
O tempo não se coaduna com a boa disposição de outrora, mas o sentido de humor e a criatividade dos portugueses é, como sempre, imbatível. Tenho um irmão e uns colegas de profissão que têm sido inexcedíveis nas mensagens enviadas para o whatsapp, melhores a cada dia que passa em forma e conteúdo...
Quero expressar gratidão por outras mensagens, estas mais sérias, que me surpreendem pelo zelo demonstrado...
Quero acreditar que os laços que nos unem são mais fortes que aqueles que nos separam e que, no fim disto tudo, se transformarão em amarras e aprenderemos definitivamente a valorizar o que de verdade importa, as pessoas!
Quero ter fé no hashtag "#vamostodosficarbem" e, embora infelizmente saibamos que não é bem assim, que pelo menos, possamos encontrar o tesouro que está no fim do arco-íris e que agora figurativamente representa a saúde, o bem mais precioso. O nosso arco-íris já foi colocado na janela à espera que o amanhã chegue depressa!
Quero ter esperança numa vacina que seguramente aparecerá para imunizar todos aqueles que não ficarão naturalmente imunizados pela exposição ao vírus.
Quero voltar a passear no paredão com a minha filha, almoçar com a família, rir-me com os amigos, contemplar o mar sem pressa, fazer o que quero, como, quando e onde me apetece, falar presencialmente até que a voz me doa, reencontrar com a maior brevidade possível todos aqueles que fazem parte da minha vida e abraçar e beijar quem amo...por isso, enquanto não há amanhã, ilumina-me!

Ana Pádua
28/03/2020


#vamostodosficarbem

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

✌️🎗💛Agrupamento 729 Cascais...Alerta, sempre alerta para servir!💛🎗✌️

Foi com orgulho e entusiasmo que a Nõnô passou a integrar o Corpo Nacional de Escutas (CNE), mais concretamente o agrupamento 729 Cascais, pelo qual tenho um carinho especial, não só por ser conterrâneo mas porque foi idealizado e fundado por alguém que deixou muitas saudades na paróquia e também porque por lá passaram alguns dos meus amigos, cujos valores se mantiveram pela vida fora...
A vontade de encontrar uma actividade extracurricular para a Nônô, especialmente uma actividade de grupo, prendeu-se desde logo com a sua crescente necessidade de relacionamento com os pares, uma vez que a turma que integra na escola é formada maioritariamente por elementos masculinos (17 rapazes e 3 raparigas) e a procura de amizades noutros anos começou a ser uma constante. 
Durante a semana, a carga horária escolar significativa, os TPC (dos quais sou defensora!) e o trabalho da maioria dos pais, não deixam muito tempo disponível para a prática de mais nada e nunca me pareceu muito produtivo (considero mesmo contraproducente) fazer maratonas a levar criancinhas do ballet para a natação e da patinagem para a música ou lá para o que quer que seja, até porque têm exercício físico na escola e têm a vida inteirinha pela frente para escolherem uma modalidade com a qual se identifiquem e pela qual se apaixonem.
A par disso, a Nônô sempre gostou de impor a sua vontade e, apesar de apreciar esse traço da sua personalidade, comecei a preocupar-me quando alguns dos seus colegas me abordavam na escola e diziam-me “A Nônô quer mandar em nós todos!” e, se por um lado, eu pensava que a Nônô estava no bom caminho (até porque as queixas vinham invariavelmente dos rapazes), por outro, algo me dizia que talvez fosse urgente a criança perceber que existem algumas regras e hierarquias que convém respeitar...e assim, a ideia de inscrevê-la nos escuteiros começou a fazer cada vez mais sentido! 
O escutismo mais do que uma actividade é um modo de vida…a par da cidadania e de uma série de mais valias de ordem cívica, ainda oferece a possibilidade de socialização com muitas outras crianças, jovens e adultos, acrescido do exercício físico que também é praticado regularmente e mais o contacto com a natureza que é sempre promovido e privilegiado.
A integração superou as expectativas e tivemos a felicidade do chefe dos Lobitos deste agrupamento ser o pai de um coleguinha de turma da Nônô, o qual também por lá anda, o que facilitou todo o processo. 
Por entre jogos e actividades, vão desenvolvendo capacidades e apurando talentos, vão percebendo que existem regras e uma hierarquia mas que, no final, o convívio entre todos, a partilha de tarefas e a interajuda resultam numa aprendizagem mútua indispensável para a vida. A ordem e a disciplina são uma constante e, talvez pelo mentor do movimento ter sido um militar, as regras estão bem definidas e, indiscutivelmente, são para ser cumpridas!
Depois há todo um patriotismo incutido que é importante e, desde logo, aprendem a respeitar dois dos símbolos nacionais: a bandeira e o hino! A letra d’ “A Portuguesa” foi memorizada rapidamente e passou a ser entoada com convicção e a toda a hora lá por casa e nem imagino o que passou pela cabeça da vizinhança…
O movimento também promove as boas acções, fomentando a solidariedade para com o próximo e o altruísmo e foi numa tentativa de explicar isso mesmo à Nônô que, um dia, resolvi dar-lhe um exemplo...disse-lhe que se um escuteiro observar a queda de alguém, ao invés de se rir, ajuda a pessoa a erguer-se. O exemplo ficou na sua cabeça e, desde então, não tem parado de dizer que não vê ninguém cair para poder dar uma mãozinha e sentir a emoção de ajudar e eu começo a temer que brevemente alguém leve um empurrãozinho ou coisa que o valha...
O lema do mais forte proteger sempre o mais fraco é cativante e emocionante. É de louvar o carinho com que os mais velhos ajudam os mais novos, sem nunca deixarem de estimular a sua autonomia e independência, mas garantindo sempre a sua segurança e lembrando que as conquistas de uns são as vitórias de todos!
O lenço no pescoço, a mochila nas costas, o saco-cama, a fogueira, as amizades para toda a vida, os raides e mil e uma aventuras só se vivem nos escuteiros!
O lenço amarelo, que em breve a Nônô receberá, simboliza o Sol e Jesus Cristo que ilumina a vida e ajuda a crescer...

Um Santo Natal para todos e um Ano Novo repleto de felicidade!!!

Ana Pádua 
20/12/2019

Alerta, sempre alerta!

a caminho do 1º acampamento

e toca a formar...

...para o hino cantar!

terça-feira, 10 de setembro de 2019

A caminho da escola (parte 2)

Hoje iniciou-se mais um ano escolar e, para a Nônô, representa o começo do 2º troço duma viagem que começou aqui...
A 1ª etapa da viagem foi marcante pelo fascínio da descoberta de todo um mundo novo e pela responsabilidade que a aprendizagem acarreta.
É gratificante ver o seu reconhecimento pela importância da alfabetização. Não são raras as vezes que, com convicção, diz "é bom saber ler" e dá-lhe um gozo bestial deixar os seus próprios recados manuscritos num papel, ler uma história, escrever um texto, mas também pegar (com consentimento) no telemóvel e ver as mensagens recebidas ou selecionar frases nos pacotes de açúcar do café Nicola onde inscrições do tipo "vale um sermão" ou "vale um puxão de orelhas" são rapidamente preteridas em função de outras como "vale mimo" ou "vale um beijo"...
A matemática foi encarada com entusiasmo, sendo o desenvolvimento do cálculo mental muito estimulante e, problemas que no enunciado envolvam "euros", são definitivamente a "praia" da Nônô...
Mas o grande desafio que se colocou durante o 1º ano foi mesmo a capacidade de concentração, aliás, esta é a maior dificuldade de muitas crianças porque os estímulos que actualmente têm à disposição (e não são só as novas tecnologias!) e as solicitações variadas que recebem a toda a hora complicam todo o processo, por isso, tentar manter o foco, talvez seja o repto mais complicado no que à educação diz respeito e só é conseguido se for incutido, ensinado e treinado desde cedo.
As vozes de burro (que não chegam ao céu!) que consideram contraproducente o tempo dedicado pelos pais (que têm disponibilidade e paciência) no estudo acompanhado aos filhos e defendem que as criancinhas só devem fazer o que lhes apetece, esquecem-se, seguramente, que talvez seja essa a razão da sobremedicação com os fármacos da moda porque obviamente é mais fácil administrar um medicamento do que partilhar 30 ou 45 minutos diários num processo mútuo de aprendizagem, conhecimento e troca de experiência.
No caso da Nônô, não foram raras as vezes  em que a caneta teimava em voar, a borracha nunca servia a que estava à mão, o lápis tinha de ser afiado pela milionésima vez e mais o seu coelho que, invariavelmente, também tinha de vir para a mesa de estudo...à semelhança de muitas crianças, também ela facilmente sairia dum qualquer consultório médico com um diagnóstico de hiperactividade e défice de atenção.
A Nônô, tal como todos os seus colegas, tem um carinho muito especial pela professora e, durante as férias, expressou várias vezes as saudades que sentia da Cátia, a professora que, há um ano, tão bem soube acolher a turma e que a acompanhará até ao final do ciclo.
O regresso às aulas é também tempo de reencontro e, apesar da Nônô saber que a sua melhor amiga mudou de escola, fará novas amizades e está ansiosa por conhecer o novo menino que integrará a turma e, para assinalar o momento, fez questão de preparar um miminho para todos os colegas.
Hoje, na sua mochila, para além dos livros, do material e dos miminhos, leva o seu primeiro "projecto", o qual foi idealizado com entusiasmo, realizado com empenho e será apresentado com a mesma confiança com que hoje partiu a caminho da escola e rumo ao 2º ano...
Boa sorte Nônô, que o caminho da escola continue a ser o caminho da felicidade!

Ana Pádua
13/09/2019

escola primária


caminho da escola (parte 1)

caminho da escola (parte 2)
















amigos de sempre...


...e amigos para sempre






rumo ao 1º ano

rumo ao 2º ano



o 1º projecto

a turma do 2º ano

quarta-feira, 26 de junho de 2019

7 anos...follow your rainbow 🌈

Assim que se apercebeu que o dia do seu aniversário estava a chegar, a Nõnô imaginou ser despertada com a frase "Bom dia arco-íris!" 
São 7 anos, 7 cores no arco-íris, 7 notas musicais, 7 dias na semana...o número 7 simboliza o encerramento de um ciclo e o início de outro e, no que à idade diz respeito, o 7 representa  a tomada de consciência do "eu", da espiritualidade e da vontade.
Este novo ciclo, que agora se inicia, prevê-se desafiante porque a importância dos padrões de comportamento da família começa a competir com a influência dos amigos e atingirá o auge na sempre temida adolescência, onde já me constou que é impossível trancar as criancinhas a 7 chaves, que depressa querem andar ao sabor dos 7 ventos e, enquanto os pais tentam combater as 7 pragas, veem-se forçados a atravessar os 7 mares e a fazer as 7 léguas submarinas, porque os filhos, apesar de não conhecerem as 7 colinas de Lisboa, só querem conhecer as 7 maravilhas do mundo antigo e mais as 7 do mundo moderno…
Mais depressa do que se imaginou, a história da branca de neve e dos 7 anões vai ficando para trás e, em breve, entrará em acção o Agente 007, enquanto os mais pequenos vão sonhando e ambicionando ser o CR7 numa área qualquer...
Por agora, a Nônô, à semelhança de Noé, só gostaria mesmo de colocar 7 pares de animais de cada espécie na sua "arca" e esse é, de longe, o seu maior desejo e ficou preocupadíssima porque, no outro dia, a sua gata Kitty perdeu uma das suas 7 vidas…
Neste momento, ainda são as 7 cores  do arco-íris que regem a sua vida, mais concretamente o vermelho da paixão, o laranja da vitalidade, o amarelo da alegria, o verde da confiança, o azul da harmonia, o anis do respeito e o violeta da espiritualidade.
Reza a lenda que quem segue um arco-íris encontrará um tesouro que, figurativamente, representa todos os sonhos, sejam eles os amigos que se deseja fazer, a profissão que se pretende seguir, o desporto que se quer aprender ou um lugar especial que se anseia conhecer...
A Nônô imaginou um arco-íris e certamente irá segui-lo, por isso, que os seus 7 anos lhe tragam a coragem para perseguir os sonhos, a força para não desistir deles, a determinação para conquista-los e a alegria ao alcança-los...
Persegue os teus sonhos e chegarás longe!
Parabéns querida Nônô e muitas felicidades!!!

Ana Pádua
26/06/2019


Follow your rainbow

Persegue os teus sonhos…

...e chegarás longe!