sexta-feira, 1 de junho de 2018

Mum in ❤️ with...

A Nônô é completamente apaixonada por animais! Dada a idade da criança, tal facto sempre me pareceu natural e nada de extraordinário até me aperceber que o seu objectivo era levar para casa tudo o que Noé colocou na arca...
Esta fixação por conseguir ter um pequeno jardim zoológico começou a ter contornos mais sérios quando constatei que no top de preferências de quaisquer presentes estava sempre um ser vivo e, como a falta de resposta a muitos dos seus pedidos era uma constante e alguns dos seus sonhos teimavam em não se realizarem com a brevidade pretendida, a Nônô  tentou resolver o problema, intercedendo junto da Fada dos Dentes.
Bem que me disseram que o melhor seria dar um euro por cada dente de leite perdido e o assunto ficava arrumado de vez e ainda me avisaram para eu não me esticar muito porque senão, quando chegasse a substituição dos molares, tinha a criança a pedir-me um Porsche Cayenne...nunca pensei nisso, embora tenha imaginado que quando lhe caíssem os últimos dentes de leite, lembrar-se-ia de pedir um elefante ou uma girafa!
No dia 28 de Maio, a Nônô perdeu mais um dentinho de leite (e vão 5!) e o seu desejo foi expressado de imediato: um cão, mais concretamente um Teckel! Eu disse-lhe logo que há certos desejos que a Fada dos Dentes não consegue realizar e reforcei a ideia dizendo que um cão seria dificilmente transportado por ela e que nem sempre existem animais disponíveis e tra-la-li-tra-la-la fui enchendo o meu discurso com argumentos que rapidamente foram rebatidos pela Nônô que não se cansava de alegar que a Fada dos Dentes já tinha conseguido transportar um aquário e que podia perfeitamente ir a um canil adoptar um bicho e o seu poder de argumentação (que eu tanto aprecio), misturado com a sua forte convicção e tentativa de persuasão, levaram-me às lágrimas de tanto rir tal como me aconteceu com as escutas do Sócrates...
Eu ainda não estou psicologicamente preparada para ter um cão e, convenhamos que, embora eu simpatize com o feitio do Teckel de pêlo cerdoso e ache graça à fisionomia do Teckel de pêlo curto e liso (o preferido da Nônô), nunca daria um cêntimo para comprar um problema ou melhor, vários, no caso da referida raça! A palavra "adopção" há muito que faz parte do vocabulário da Nônô que sabe muito bem o seu significado e está sempre a dizer que podíamos resgatar um animal dum canil e dar-lhe uma vida feliz...quem sabe um dia!
Só sei que, sem me dar conta, estava metida numa encruzilhada...a muito custo lá convenci a criança que seria interessante escrever uma carta à Fada dos Dentes, não com um, mas com três desejos, caso a "entidade" não pudesse satisfazer o sonho de ter um cão. Foi aí que o meu problema começou a crescer exponencialmente porque dos desejos expressos na carta (ditada pela Nônô e redigida por mim), para além do Teckel que encabeçava a lista, constava uma coelha para namorar com o Pedrito e terem muitos bebés e uma boneca LOL...resumindo, qual deles o pior! O cão era uma peça fora do baralho nesta fase da vida; a coelha também passei à frente porque não pretendo ter uma cunicultura caseira e, por isso, restou-me a boneca LOL que era de todos os males, o menor, não fosse o facto destas criaturas estarem sempre esgotadas! Aliás, todo o fenómeno à volta destas bonecas causa-me enorme estranheza e começa logo pelo nome que é sobejamente irritante, como o são todas as abreviaturas de frases (tipo OMG e WTF) que as pessoas teimam em usar. Depois, a loucura em torno das bonecas também me transcende, acima de tudo porque, além de nunca estarem disponíveis em lado nenhum, são caríssimas e não valem nada. Por fim, a colecção de LOLs é interminável pois existem não sei quantas séries das mesmas e é preciso quase um curso superior para entender esta praga!...
Desta vez, a Nônô teve de contentar-se com uma recordação escolhida pela Fada dos Dentes, mas este episódio até foi didáctico para entender que nem sempre podemos ter tudo aquilo com que sonhamos e, aprender a lidar com estas pequenas frustrações, faz parte do processo de crescimento, apesar do bom que é ser criança...

FELIZ DIA PARA TODAS AS CRIANÇAS E PARA OS ADULTOS QUE TEIMAM EM NÃO CRESCER!

Ana Pádua
01/06/2018

Mum in love with...

...you!

à espera da Fada dos Dentes :-)
a carta da Fada dos Dentes

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pedrito Coelho

A Páscoa já lá vai, bem como os ovos, as galinhas, as amêndoas, os folares mas, este ano, o coelho deixou descendência!...Tudo começou no Domingo de Ramos, quando a Nônô entrou numa loja de animais e literalmente se apaixonou por um coelho branquinho com os olhos delineados a preto, mais parecendo terem sido desenhados com "eyeliner" e foi assim uma espécie de amor à primeira vista! A criança ajoelhou-se, o animal aproximou-se do vidro como que a cumprimenta-la e ali permaneceram um tempo considerável numa perfeita empatia. 
Eu já tinha estado mais longe de adquirir um animal de estimação, mas um coelho, cuja vida se vai em menos dum fósforo, não estava de todo nos meus planos...um gato era a opção que há algum tempo ponderava porque a Nônô adora a gata do primo mais velho mas, por um motivo ou por outro, a altura certa ainda não tinha chegado. 
Contrariamente ao que acontece desde sempre quando a Nônô pede algo e a resposta é negativa e o assunto fica encerrado logo ali, naquela tarde de Domingo foi diferente...primeiro a Nônô começou a dizer que o animal era amoroso (o que realmente era verdade!), depois já dizia que adorava ter um coelho e, daí até começarem os pedidos incessantes para o levarmos para casa, foi em escalada! Nada a demovia daquela ideia e chegou mesmo a dizer que eu podia usar o seu dinheiro (que por nada deste mundo é gasto!) para ajudar nas despesas com o animal e eu só me ocorreu dizer-lhe que ia pensar no caso para poder zarpar rapidamente dali para fora na esperança que, no dia seguinte, o assunto caísse definitivamente no esquecimento...mas não, a Nônô voltou à carga na 2ª feira e perguntou-me se eu já tinha pensado no coelho e nunca mais me largou com a mesma história nos dias posteriores.
Na 6ª feira Santa voltei à loja, na esperança que o coelho já tivesse sido vendido e que o assunto se arrumasse de vez e, tal como eu tinha previsto, na Páscoa tudo o que é leporídeo desaparece à velocidade da luz e, claro, o "mascarilha" tipo Zorro já lá não estava! UFFA!!! 
A empregada da loja, que ainda se lembrava da cena enternecedora do Domingo anterior, prontificou-se a telefonar para o criador que lhe disse que já não tinha nenhum exemplar e eu suspirei de alívio até que a simpática rapariga, num rasgo de memória, me informou que em Sintra havia um coelho igual ao que tínhamos visto no Domingo. Eu duvidei mas dei-lhe o benefício da dúvida, pelo que decidi ir ao encontro do animal e se, por milagre, tivesse as mesmas características (cuja probabilidade eu julgava ser a mesma que acertar no euromilhões!) leva-lo-ia para casa, caso contrário, dava o caso por encerrado. Quando vi o coelho, constatei que era igualzinho ao que inicialmente conhecemos e fiquei incrédula com tamanha sorte, coincidênia ou lá o que quer que seja, decidindo assim leva-lo para casa.
A alegria da Nônô quando recebeu o coelho não tem discrição possível e eu achei deliciosa a solução encontrada por ela para não ser arranhada ...colocou umas luvas e problema resolvido! É que o bicho, mesmo depois de eu lhe cortar as unhas todas, continua com umas gânfias que não se aguenta...agora o animal não tem um minuto de sossego a não ser quando a criança está na escola, de resto vê televisão, anda de triciclo, de trotinete e em tudo o que tem rodas e a Nônô se lembra de inventar, mas incrivelmente parece gostar, principalmente quando a Nônô decide coloca-lo sobre uma almofada e dizer que ele é o rei no seu trono...e é mesmo a nossa jóia da coroa! 
Supostamente é anão, mas come como se não houvesse amanhã e desconfio que em breve vai transformar-se numa lebre e eu só espero que com toda a informação que os meus amáveis colegas me têm fornecido sobre lagomorfos, ele tenha muitos aninhos de vida porque dificilmente encontrarei outro igual...
Ah, já me ia esquecendo, o animal foi baptizado de Pedrito Passito Coelho, mas para a família e amigos é simplesmente Pedrito Coelho!

Ana Pádua
05/04/2018 

true love
coelho motard...

...versus coelho rei

Pedrito Coelho

quarta-feira, 21 de março de 2018

Henry Danger, estou a seguir-te!

De todas as redes sociais, o Instagram é aquela com a qual nunca tive grande empatia e, apesar da minha paixão por fotografia, nunca me entusiasmei pelas paisagens idílicas nem pelas iguarias partilhadas à ganância a cada segundo...mais, aquelas "cenas" sinistras do "Manel dos Anzóis pediu para te seguir" ou "estás agora a seguir a Chica Esperta" são assustadoras e parecem retiradas dum guião psicopata cheio de "stalkers", logo a minha adesão foi uma mera casualidade e sempre preferi a "inocência" do facebook e dos respectivos pedidos de amizade...
A maioria das crianças tem uma fixação quase doentia por telemóveis e, mesmo que uma pessoa lhes impinja uns de brincar, os verdadeiros têm sempre outro encanto. A Nônô não é excepção e, embora nunca tenha tido muita sorte com o meu, sempre o cobiçou e tentou apanhar-me desprevenida para surripiar-me o seu objecto de desejo. Um belo dia lá me "sacou" o telemóvel e, nem sei bem como, descobriu o Instagram onde, na altura, eu tinha poucos seguidores e seguia (adoro a expressão!) menos ainda! As pessoas que eu seguia eram basicamente os meus sobrinhos e a felicidade dela ao ver as fotografias dos primos foi enternecedora, o pior é que ficou extasiada quando viu um vídeo (publicado pelo primo mais velho) dum robô doméstico que limpava a casa sozinho e, a partir daí, passava horas a apreciar aquele momento de rara beleza (ou melhor, de rara limpeza!) e a vibrar imenso com o espectáculo...deve ter sido o vídeo do meu sobrinho Gonçalo com mais visualizações, desconfio mesmo que pouco faltou para se tornar viral! Até aqui nada de extraordinário, a avó Nhõnhõ começou a estar informada sobre TU-DO o que os netos faziam porque a Nônô era a delatora de todos os passos que os primos davam...não tardou muito para que ela própria começasse a querer tirar fotografias e, melhor ainda, fazer coisas engraçadíssimas com as mesmas (tipo colocar emojis, desenhar e escrever em cima das mesmas), ou seja, um verdadeiro PERIGO!!!
No Verão passado, o meu telemóvel "quinou" (e não foi por ter ido parar de quando em vez às mãos da criança), pelo que tive de adquirir outro e para que o meu novo "brinquedo" não despertasse a curiosidade alheia, resolvi passar-lhe para as mãos o velhinho telemóvel, após lhe ter removido o cartão e apagado as aplicações todas, ou quase todas porque, como nunca liguei ao Instagram, esqueci-me de elimina-lo e não me ocorreu que bastaria rede wi-fi para aquilo funcionar...assim, andávamos as duas felizes nas nossas vidinhas, eu a entreter-me com o meu novo telemóvel e a criança a ostentar o antigo que, mesmo todo partido, teve direito a uma capa escolhida a preceito na Claire`s, a loja onde a Nônô é tratada tal como algumas angolanas são nas congéneres da Avenida da Liberdade e...está tudo dito!
Um dia uma amiga afirmou que eu andava muito pelo Instagram, eu neguei e ela respondeu-me "...então, a Nônô está imparável no Instagram!". Rapidamente descobri que a Nônô percebia mais de Instagram do que eu e enquanto a maioria das pessoas se serve daquela rede social para promover a sua imagem, a Nô tratou de usa-la para destruir a minha...as fotografias não têm descrição possível, desde carros parqueados no estacionamento do Lidl até a abastecimentos no posto da Galp, já para não falar de fotografias a árvores com autênticos hieróglifos por cima até a "directos" sem qualquer nexo e no top das suas publicações estava uma foto minha cheia de emojis e com a inscrição "chanfarro" (não ter escrito "chanfrada" foi uma sorte!), enfim, a miúda revelou-se um verdadeiro PERIGO e teve de ficar sem acesso ao Instagram e lá se acabou grande parte do seu encanto por telemóveis!
Em Fevereiro caiu mais um dentinho de leite à Nônô (e vão 4!) e, por isso, teve direito a pedir outro desejo à fada dos dentes e quando eu suspeitava que teria de comprar mais um peixinho para o seu aquário, resolveu implorar por uma a visita do Henry Danger que é tão somente a personificação de tudo o que não desejamos para os nossos filhos! A partir daí, a Nônô começou a sonhar com o dia D, a perguntar-me o que lhe deveria dizer, a pensar como o cumprimentaria e pediu-me inclusivamente para lhe transmitir um recado "Ele que não traga a mãe!" e eu fiquei sem saber se a criança já pretende ver-me pelas costas ou se quer distância da hipotética sogra...prefiro acreditar na segunda hipótese! Como o pedido não era facilmente realizável e eu não sabia como sair deste encruzilhada, lá consegui convencê-la que o estupor do miúdo andava muito ocupado nas gravações de novos episódios da série televisiva, mas enviar-lhe-ia um presente...assim, acabou por receber uma moldura com duas fotografias da criatura, acompanhada de um postal e, para dar alguma credibilidade à história, comecei a seguir o "miúdo perigo" no Instagram, por isso, e antes de ser dada como inimputável, afirmo: "Henry Danger, estou a seguir-te!"

Ana Pádua
21/03/2018 

"Nônô Danger"
a moldura

o postal

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

My sweet kitten

A 6a feira que antecede o Carnaval é dia de festa na maioria das escolas, onde é permitido cada criança mascarar-se e ser, por umas horas, aquilo que quiser, mas a verdade é que este ano, aqui por casa, o Carnaval começou muito cedo, mais precisamente no dia em que a Nônô se encantou por um disfarce de gata e, a partir daí e até hoje, não houve dia em que eu não me tivesse cruzado com um gato preto, ou melhor dizendo, com uma gata...portanto, que sorte a minha!
De todos os animais, os felinos sempre foram os preferidos da Nônô, ela própria é dona de uma gata preta, a Kitty, uma doce companheira que nunca põe as garras de fora nem mostra os dentes, mas que adora a sua independência e não está disposta a participar em muitas brincadeiras. Há uns meses atrás, o meu sobrinho Gonçalo e a namorada adoptaram uma gatinha branca e preta que baptizaram de Kira e, para a Nônô, foi amor à primeira vista, o que fez com que esta espécie de "priminha" em segundo grau (sim, porque a Kira é tratada por "filha" pelo Gonçalo!) se tornasse o familiar mais requisitado pela Nônô. Assim, não há dia que não peça para visita-la, pelo que a casa do primo passou a ser o seu destino de eleição e o carro do meu sobrinho tornou-se o veículo mais controlado desta vila, pois a Nônô está sempre "à coca" do referido automóvel para se certificar que está alguém em casa...enfim, uma verdadeira história de amor! A gata é realmente muito engraçada porque interage de um modo não muito convencional comparativamente aos seus semelhantes; salta em altura como um atleta olímpico, voa como um pássaro, busca objectos como um cão, adora água como um pato, brinca com o fogo como um artista circense, entre muitas outras travessuras. Agora a Nônô já só sonha com as férias do primo, ou seja, quer mesmo é vê-lo pelas costas, uma vez que eu fiquei encarregue de tratar da minha "sobrinha-neta" na sua ausência, o que significa visitas diárias à Kira. 
Eu nunca apreciei o Carnaval, mas tenho passado os últimos tempos a encarnar a Super Nanny...sim, temos pena mas por aqui a parentalidade consciente não resolve nada, ou seja, tem mais ou menos o mesmo resultado que o reforço positivo nalgumas raças de cães! Deste modo, de há uns tempos para cá, a Kira tornou-se a minha maior aliada quando o comportamento da Nônô não é o mais apropriado, porque a única maneira de acabar com uma birra é avisa-la que ficará privada de brincar com a sua gata preferida, pois quando lhe sugiro que pare 5 minutinhos a pensar na vida, resolve sentar-se numa posição "yogui" de pernas cruzadas e mãos esticadas, pronunciando o famoso mantra "Ooooooommmmm" e eu só me apetece dizer a não menos famosa abreviatura OMG!...

Ana Pádua
09/02/2018

my sweet kitten
a gata Nônô...

...ou a vet Nônô...
...mas sempre "cat lover"!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Fim-de-semana (em) GRANDE!!!

O último fim-de-semana foi grande, ou melhor dizendo foi em GRANDE!!!
Começou logo na 5ª feira com a festa de Natal na escola da Nônô, onde todos os anos somos convidados a reflectir sobre um tema e, este ano, fomos tentar descobrir onde está o Natal e foi tão bom ouvirmos da boca das crianças onde realmente devemos encontra-lo...nas pequenas coisas (tantas vezes esquecidas), nas tradições antigas (que devemos esforçar-mo-nos por manter), nos gestos simples (que fazem a diferença), no espírito da quadra (que deve estar sempre presente), nas recordações de outros Natais (que tanto nos reconfortam). A decoração da escola é sempre um primor, mas este ano superou todas as expectativas e eu fiquei encantada com alguns dos trabalhos que vi por lá e que adorava conseguir reproduzir, nomeadamente uma das árvores que tinha tanto de simples como de original...tudo em GRANDE!
Na 6ª feira foi dia de teatro, mais concretamente assistimos à peça "A Bela e o Monstro", que nesse dia integrava um projecto solidário de apoio às famílias carenciadas do concelho e, assim, ao invés da aquisição de bilhetes, a junta de freguesia de Cascais solicitou a entrega de cabazes de Natal (que serão distribuídos durante esta quadra) e a iniciativa e a adesão foram em GRANDE! Portanto um espectáculo a não perder e, tal como na peça, faço minhas as palavras do mordomo do príncipe que dizia constantemente "Quem te avisa, amigo ééééééééééééééé..."
No Sábado foi o dia de irmos ver a magia da quadra em "Cascais Vila Natal" e foi uma tarde de animação e diversão em GRANDE! O carrossel que não parava de girar, a casa do Pai Natal com o próprio sempre disponível para anotar mais um pedido ou para tirar mais uma fotografia, o presépio humano onde nem faltavam os Reis Magos e os respectivos camelos de verdade, uma pista para patinagem no gelo (que foi assim o local onde passei a maior parte do tempo!), os alces que felizmente estavam presentes (porque o que sempre intrigou a Nônô foi vislumbrar o Pai Natal e renas nem vê-las!) e ainda houve tempo para a Nônô responder a umas perguntas duma jornalista do CMTV que ia acabando de vez com o imaginário desta época...é que uma pessoa esforça-se para tentar explicar o inexplicável às crianças, tal como o facto de existirem vários tipos de Pais Natal (uns gordos outros magros, uns altos outros baixos, uns simpáticos outros nem tanto, já para não falar daquele que foi a nossa casa no último Natal e a Nônô "topou" que tinha as barbas presas às orelhas com um elástico), mais a cena das renas (que é raro avistarmos uma e temos de pôr cenouras na chaminé e dar-lhes sumiço que, há falta de melhor, é um bom álibi) e depois vem uma jornalista do CMTV de microfone em punho e, por entre as perguntas da praxe da cartinha ao pai Natal e dos presentes pedidos, tem a brilhante ideia de indagar se as criancinhas acreditam mesmo que o Pai Natal consegue ler todas as cartas que lhe escrevem e se não seria mais conveniente usarem novos métodos (tipo mail, sms, messenger, whatsapp, entre outros), enfim, microfone e CMTV sugeriu-me, por momentos, lago dos patos!...
E no Domingo foi o dia de cumprir a promessa feita há muito tempo à Nônô...visitar a KidZania e foi um programa em GRANDE! Experimentou várias profissões, de polícia a engenheira alimentar, de doméstica às compras a empregada do McDonald´s, de veterinária a bombeira...esta última foi o delírio total com direito a andar num carro apropriado e ainda apagar um fogo! Aliás, à entrada deste parque de diversões foi-nos oferecido um cartão de mérito para entregarmos ao colaborador que, a nosso ver, melhor entretivesse as crianças e, achámos por bem, que o "prémio" fosse concedido à corporação de bombeiros...não é que dessem para mostrar os abdominais num calendário de 2018, mas jeito para as crianças, paciência e simpatia não lhes faltavam e, acima de tudo, distinções para os bombeiros nunca são demais...
 
Um Feliz Natal e um 2018 em GRANDE!!!

Ana Pádua
12/12/2017

uma rena traquina 

uma entrevista para o CMTV...

...e o encontro com o Pai Natal

o elenco da peça "A Bela e o Monstro
a mensagem de Natal da escola...
...e a festa na escola


















bombeira na Kidzãnia

...and girls on ice


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Temos asas nos pés, temos asas...

Sem me dar conta, os ídolos da Nônô mudaram no decorrer do último ano e, de repente, a Luna (uma criatura de quem eu nunca tinha ouvido falar e, entre outras coisas, sabe patinar) passou a fazer parte da nossa vida.
Nas últimas festividades do dia da criança em Cascais, estava montado um "estaminé" da Decathlon com muitas actividades e com uns colaboradores para lá de giros e simpáticos e com uma paciência infinita para a criançada que me deixou extasiada. A Nônô quis logo experimentar a patinagem e, nem a imensa fila que tinha pela frente, a fez desistir...a partir daí e até ao seu aniversário, não se cansou de pedir uns patins em linha e eu só temia que partisse os dentinhos da frente, algo que eu tanto estimo e que sempre tentei preservar-lhe.
No dia em que recebeu os ambicionados patins, só não dormiu com eles porque não calhou e, desde então, a cozinha da avó, a nossa varanda ou mesmo a minha clínica são um perfeito ringue de patinagem. Claro que às vezes também cai, mas diz logo "estou bem", levanta-se e segue o seu caminho e, mais recentemente, ao estilo da patinagem artística, já se aventura e quer rodopiar...
Explicar a uma criança como se patina e algumas técnicas não é tarefa fácil, ou melhor, não é tão fácil como explicar-lhe como se anda de bicicleta, poisuma pessoa segura no guiador e vai dando umas dicas, pelo que resolvi também arranjar uns patins para mim e esta foi a verdadeira aventura!!!
Há muito tempo que não me ria tanto sozinha, que não me ria tanto de mim nem das figuras que fiz...eu pensava que andar de patins em linha era facílimo a avaliar pela destreza com que a maioria das crianças o faz, mas não, é mesmo muito difícil e, assim que os colocamos, sentimos literalmente o chão a fugir-nos debaixo dos pés e vislumbramos de imediato a iminente probabilidade de uma fractura num osso qualquer. Ainda tentei algumas vezes, mas apercebi-me que a história não ia ter um final feliz e pus de parte a hipótese de adquirir uns exemplares, até que me lembrei que, na minha infância, eu tinha um certo jeito para a patinagem e passava horas na companhia de uma amiga, no ringue do Dramático em Cascais. Naquele tempo não existiam patins em linha, mas ambas tínhamos uns modelos (quase vintage) de quatro rodas, que hoje em dia dão pelo nome de QUAD e, tirando o pessoal da patinagem artística, poucas são as alminhas que os procuram, pelo que a oferta é mesmo muito limitada. Só sei que procurei, encontrei, experimentei e gostei! À parte disso, senti-me confiante, retrocedi uns bons anos na minha vida e constatei que, tal como andar de bicicleta, a patinagem também não se esquece...o pior é que a minha amiga Ana (que imortalizou estes momentos) garante que sou eu quem mais me divirto com isto!!! 
Claro que a tendência é testarmos sempre os nossos limites e não sei muito bem como esta aventura vai acabar...por agora, temos asas nos pés e só desejamos que o chão NÃO seja o nosso limite!

Ana Pádua
26/10/2017

temos asas nos pés...

...e que o céu seja o limite!



imparável...
...mas por hoje acabou!


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

A Fada dos Dentes

No passado mês de Agosto, caiu o primeiro dente de leite à Nônô. Era tudo o que ela mais desejava nas férias, não só porque queria experimentar a cadeira dum estomatologista (tem uma fixação quase doentia por qualquer especialidade médica!) e, claro, porque ansiava a chegada da fada dos dentes...
Esta saga iniciou-se há alguns meses atrás quando a Nônô começou a dizer que tinha um dente a abanar...de início ninguém valorizou, até porque considerámos que era sugestão sua e solidariedade para com a sua grande amiga da escola, a quem já tinham caído inúmeros dentes de leite. Mas a verdade é que a Nônô tinha mesmo um dente a abanar e, a partir do momento em que o facto foi confirmado, nunca mais se calou com a história do dente...ou era a lembrar-me constantemente para lhe marcar uma consulta (viu, sabe Deus onde, que era óptimo ir ao dentista porque ofereciam às criancinhas uma escova de dentes com bonecada e mais um crachá que, apesar das suas explicações, nunca entendi a finalidade) ou, excitação total, a fada dos dentes iria visitar-nos...
O mito da fada dos dentes ia caindo por terra quando, nas férias, a Nônô recebeu a visita duns amiguinhos, cuja ascendência é luso-espanhola, que começaram a trocar a fada dos dentes pelo ratón Perez e a criança ficou toda baralhada...lá consegui que o ratón Perez ficasse por Espanha presenteando nuestros hermanos, enquanto eu ia tentando manter viva a tradição da fada dos dentes. Assim, comecei a indagar que presente a Nônô desejava, na crença que ela pediria qualquer acessório da Claire`s, mas a resposta era sempre a mesma e peremptória "um aquário quadrado e um peixinho fêmea". Há já algum tempo que tínhamos um globo com um peixe laranja que a Nônô sempre acreditou ser um macho e primeiro baptizou-o de Coraçãozinho, depois rebaptizou-o de Nemo e, por fim, ficou com o nome Leonardo. Eu chamo-lhe simplesmente "robalo" porque está disforme de gordo, tal é a quantidade de comida que ingere diariamente!
E no 13 de Agosto foi o dia! Sem se aperceber, a Nônô ficou sem o seu primeiro dentinho de leite que foi engolido (com sorte consegui resgatar o segundo que, entretanto também caiu no dia 6 de Setembro e que, religiosamente, foi guardado, enquanto vamos assinalando todas estas "perdas" históricas num quadro próprio para o efeito) e a fada dos dentes teve de aceder ao inédito pedido e, numa bela noite, o globo foi substituído por um aquário quadrado e o Leonardo ganhou uma companheira, a Kika! A alegria da Nônô quando acordou naquela manhã e viu o seu desejo realizado é indescritível e actualmente não há vivalma que não receba um convide formal para conhecer o seu novo aquário e os seus adorados peixes!
O seu interesse por um peixe fêmea sempre me intrigou, mas a avó Nhõnhõ afirmava convictamente que a esperança da criança era que eles se reproduzissem e eu nem queria acreditar na remota possibilidade da Nônô ter no pensamento uma aquacultura caseira, mas há uns dias chamou-me com entusiasmo a dizer que os peixes estavam a dar beijinhos e que deviam ser namorados e quando lhe perguntei porque queria que eles namorassem, a resposta não se fez esperar "para terem peixinhos bebés!"...
Eu não sei se o Leonardo é macho ou se a Kika é fêmea, só sei que um era pouco, dois estão bem, três ou mais serão...DEMAIS!!!

Ana Pádua
13/09/2017

um beijo para a Fada dos Dentes
Kika e Leonardo

a mensagem da Fada dos Dentes
felicidade total

...e vão 2!